MADRI 30 jul. (Portaltic/EP) -
O Google garantiu que não recebeu um "aviso de capacidades técnicas" do governo do Reino Unido, em referência à criação de um backdoor que permitiria às autoridades britânicas acessar dados criptografados de usuários do Reino Unido.
Em uma ordem emitida em janeiro, o governo do Reino Unido exigiu que a Apple permitisse o acesso a dados criptografados de clientes contidos em seu serviço iCloud por meio de um backdoor. Ou seja, para acessar todo o conteúdo criptografado e protegido remotamente e em um nível geral, sem visar contas específicas.
Isso se refere à chamada Lei de Poderes de Investigação (Investigatory Powers Act) de 2016 do Reino Unido, que permite que as autoridades policiais obriguem as empresas a ajudar, quando necessário, na coleta de dados e provas. Ela também proíbe informar aos usuários se seus dados foram comprometidos por meio dessa prática.
A Apple entrou com uma ação judicial contra a ordem em março e, recentemente, descobriu-se que o governo do Reino Unido está considerando voltar atrás em sua decisão de encerrar a ordem que exige que a Apple use o backdoor, diante da pressão dos EUA para encerrá-la.
O Google garantiu ao TechCrunch que nunca desenvolveu nenhum mecanismo ou backdoor para contornar a criptografia de ponta a ponta em seus produtos. "Se dissermos que um produto é criptografado de ponta a ponta, ele é", disse o porta-voz da empresa de tecnologia, Karl Ryan.
Seguindo essa linha, Ryan também negou especificamente que o Google tenha recebido um "aviso de capacidades técnicas" do Reino Unido, em referência à exigência de criar um backdoor para os serviços da Apple.
Essa declaração faz parte de uma investigação em andamento pelo senador americano Ron Wyden, que faz parte do Comitê de Inteligência do Senado dos EUA, para saber se, após a exigência feita à Apple, outras empresas de tecnologia receberam uma ordem semelhante do governo britânico.
Nesse sentido, a Meta já compartilhou com Wyden em março que "não recebeu uma ordem para instalar um backdoor" em seus serviços criptografados, como o WhatsApp e o Facebook, "como foi relatado sobre a Apple", conforme detalhado em uma carta enviada na terça-feira à diretora de inteligência nacional dos EUA, Tulsi Gabbard.
Na carta, Wyden explica que o Google não especificou se havia recebido um mandado do governo do Reino Unido para acessar dados criptografados, afirmando apenas que "se o Google tivesse recebido aviso de capacidades técnicas, estaria proibido de divulgar esse fato".
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático