MADRID 1 out. (Portaltic/EP) -
O Google Drive para desktop agora pode detectar ataques de ransomware e proteger os arquivos de serem corrompidos e inutilizados com a ajuda de um modelo de inteligência artificial que interrompe automaticamente a sincronização e facilita a restauração.
O ransomware se tornou uma ameaça disruptiva que atinge todos os tipos de organizações e setores, e não pode ser tratado com uma abordagem tradicional baseada na identificação de códigos potencialmente maliciosos e sua colocação em quarentena.
Essa ameaça é real para sistemas operacionais de desktop, como Windows e MacOS, e arquivos como PDF e Microsoft Office, embora o Google afirme que ela não afeta documentos nativos do Workspace e que o ChromeOS "nunca sofreu um ataque de ransomware".
Assim, a empresa de tecnologia implementou "uma camada totalmente nova de defesa" no Drive para desktop, com proteções que visam impedir que um ataque de ransomware seja eficaz.
Essa proteção usa um modelo de inteligência artificial que foi treinado "em milhões de amostras reais de ransomware para procurar sinais de que um arquivo foi maliciosamente modificado", conforme explica o Google em seu blog oficial.
Quando a IA detecta um possível ataque de ransomware, ela interrompe a sincronização entre o computador e a nuvem dos arquivos afetados. Os usuários recebem um alerta notificando-os sobre o que aconteceu e inclui orientações sobre como restaurar os arquivos "para um estado anterior e correto com apenas alguns cliques".
Como o Google enfatiza, essa abordagem visa evitar a corrupção generalizada de dados e a interrupção do trabalho causada pelo ransomware, e foi lançada em versão beta aberta no Drive para desktop (Windows e macOS) na terça-feira.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático