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MADRID 23 abr. (Portaltic/EP) -
O Google revelou que, atualmente, 75% de todo o seu novo código interno é gerado por meio de inteligência artificial (IA), o que representa um aumento de 25% em relação ao código gerado com essa tecnologia no outono passado.
A empresa já vem utilizando há algum tempo suas capacidades de IA para gerar código novo internamente, conforme antecipado em outubro de 2024, quando indicou que mais de um quarto de todo o código novo no Google era gerado na época com IA.
Agora, no âmbito de seu evento anual Google Cloud Next'26, realizado nesta quarta-feira, o CEO da gigante tecnológica, Sundar Pichai, compartilhou como está evoluindo o uso da IA internamente, demonstrando como a empresa continua apostando nessa tecnologia para seus próprios projetos.
Assim, ele destacou que atualmente 75% de todo o código novo no Google é gerado por IA e, posteriormente, aprovado por engenheiros. Isso representa um aumento de 25%, em comparação com os 50% de código novo gerado por IA no outono passado, conforme esclareceu em um comunicado em seu blog.
“Sempre buscamos ser os primeiros usuários de nossas próprias tecnologias”, afirmou Pichai, ao mesmo tempo em que explicou que isso lhes permite “imaginar, testar, desenvolver e escalar as melhores tecnologias do Google” para os clientes na nuvem.
Nesse sentido, ele compartilhou como, além de aumentar o uso da IA para o código interno, também estão adotando fluxos de trabalho “verdadeiramente autônomos”. Para isso, os engenheiros do Google estão coordenando equipes de trabalho digitais “totalmente independentes” e ativando agentes.
Como exemplo desses avanços a nível interno, Pichai destacou que recentemente conseguiram realizar uma migração de código “particularmente complexa”, realizada por agentes e engenheiros que trabalharam em conjunto. Além disso, ele ressaltou que essa migração foi concluída seis vezes mais rápido do que teria sido possível “há um ano, apenas com engenheiros”.
Outro exemplo foi o recente lançamento do aplicativo Gemini no macOS. Nesse caso, a equipe de engenheiros criou a versão inicial com a ajuda da plataforma de desenvolvimento própria baseada em agentes, Antigravity, o que lhes permitiu passar de uma ideia de protótipo para o aplicativo nativo 'Swift' em “poucos dias”.
O mesmo ocorreu com o lançamento do Gemini no Chrome, onde as equipes de marketing do Google utilizaram seus modelos para gerar rapidamente “milhares de variações” de seus recursos criativos, “um processo que, historicamente, teria levado semanas”.
Especificamente, o Google destacou que o uso da IA nesse caso permitiu uma redução de 70% no tempo de resposta e um aumento de 20% nas conversões, o que lhes permitiu “chegar ao mercado de forma mais rápida e eficaz”.
Entre outras novidades, durante o evento Google Cloud Next'26, a empresa de tecnologia também apresentou seus planos para apoiar os projetos de IA de seus clientes, com a nova plataforma Gemini Enterprise Agent, que possibilita a criação, a escalabilidade e a orquestração de agentes, juntamente com novidades em gestão de dados, segurança contra novas ameaças e produtividade na era das empresas agentas. Além disso, apresentou suas TPUs de oitava geração, a TPU 8t e a TPU 8i.
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