MADRID 24 mar. (Portaltic/EP) -
O grupo tecnológico espanhol GMV propôs um Modelo de Proteção Integral de Clusters (MPIC) para reforçar a resiliência dos serviços essenciais na Europa, em conformidade com a diretiva NIS2, que promove uma abordagem coordenada para reforçar a resiliência de setores críticos e garantir a continuidade dos serviços essenciais.
A proposta, baseada na coordenação entre empresas e administrações, foi apresentada no âmbito do 5º Congresso de Cibersegurança da Andaluzia, realizado em Málaga nos dias 24 e 25 de março, no qual a GMV reforça sua aposta na região como “um ambiente estratégico para o desenvolvimento de capacidades em cibersegurança”.
A diretiva europeia NIS2, que entrou em vigor em janeiro de 2023, responde à mudança de paradigma da cibersegurança na Europa, em que a proteção dos serviços se tornou um desafio compartilhado entre organizações e países, promovendo uma linguagem comum para melhorar a coordenação na prevenção e gestão de incidentes, bem como ampliar a responsabilidade aos órgãos de direção.
No entanto, embora a NIS2 estabeleça um quadro comum, ela não está sendo aplicada de maneira uniforme nos Estados-Membros, o que introduz vulnerabilidades adicionais nas cadeias de suprimentos transnacionais, onde a conformidade não é homogênea e o risco pode se deslocar de um ambiente para outro.
Nesse contexto, o Modelo de Proteção Integral de Clusters proposto pela GMV busca organizar a segurança cibernética em torno de ecossistemas setoriais — industriais, logísticos ou territoriais — nos quais empresas, fornecedores e administrações compartilham informações, capacidades e mecanismos de resposta.
“O segredo não está apenas em proteger organizações individuais, mas em garantir a resiliência de todo o ecossistema. Na segurança cibernética, não há mais periferia: qualquer ponto fraco é um ponto crítico”, afirmou o responsável pelos Serviços de Resiliência e Continuidade de Negócios da Secure e-Solutions da GMV, Ángel García-Madrid.
Para isso, introduziram o conceito de “ciberdistrito”, uma estrutura operacional que permite coordenar os diferentes atores, facilitar o cumprimento da diretiva NIS2 e estabelecer capacidades compartilhadas de prevenção e resposta a incidentes.
Nesse contexto, a Administração Pública poderia assumir um papel-chave como elemento impulsionador: liderar, coordenar e garantir que a colaboração não seja opcional, mas parte estrutural do sistema.
“A GMV defende a necessidade de avançar para modelos de colaboração público-privada que permitam não apenas cumprir a regulamentação, mas fortalecer estruturalmente a segurança dos serviços essenciais”, destacou a empresa em um comunicado.
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