Publicado 14/04/2026 11:54

Ginecologista pede para não normalizar a dor menstrual intensa, pois ela pode ser um sinal de endometriose

Archivo - Arquivo - Dor causada pela endometriose.
PANUWAT DANGSUNGNOEN/ISTOCK - Arquivo

MADRID 14 abr. (EUROPA PRESS) -

A chefe do serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Universitário Sanitas la Moraleja, Ana María Román, alertou para que não se normalize a dor menstrual intensa que limita as atividades diárias de forma recorrente e recomendou que as mulheres procurem um médico para uma avaliação especializada, uma vez que pode ser um sinal de endometriose.

Embora a dor menstrual seja um sintoma frequente na prática ginecológica, a especialista destacou que nem sempre se trata de um processo fisiológico normal e pode ser um primeiro sinal de patologias como a endometriose, que afeta cerca de 10% das mulheres em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Do ponto de vista clínico, quando a dor menstrual interfere significativamente nas atividades diárias, causa faltas na escola ou no trabalho, ou não responde ao tratamento analgésico habitual, é necessária uma avaliação ginecológica para identificar sua origem”, explicou Román.

A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, o que provoca inflamação, dor pélvica e, em alguns casos, alterações no ciclo menstrual. Por muito tempo, ela foi diagnosticada principalmente em mulheres adultas, mas atualmente é reconhecida com mais frequência em adolescentes e mulheres jovens, nas quais persiste o subdiagnóstico.

Segundo a ginecologista da Sanitas, o atraso na detecção está relacionado à normalização da dor menstrual intensa, bem como à sua atribuição à idade. “Essa percepção pode favorecer o agravamento dos sintomas e um impacto significativo na qualidade de vida”, alertou.

Além da dor física, a endometriose também afeta o âmbito emocional e social. A psicóloga da Blua de Sanitas, María Calle, destacou que o absenteísmo escolar ou no trabalho, a ansiedade diante da chegada da menstruação e a sensação de não serem ouvidas afetam o bem-estar psicológico de algumas jovens, que também podem sofrer de problemas de sono, alterações de humor ou dificuldades de concentração.

COMO FACILITAR UM DIAGNÓSTICO PRECOCE

Os especialistas da Sanitas insistiram para que a dor menstrual intensa não seja normalizada e que se procure um especialista desde os primeiros sintomas para obter um diagnóstico mais rápido.

Eles também recomendaram que se preste atenção a outros sintomas, como dor durante as relações sexuais, dor pélvica fora do período menstrual ou desconforto ao urinar ou defecar durante a menstruação.

Além disso, eles destacaram que manter um registro do ciclo menstrual, anotando dados como a intensidade da dor, sua duração e quaisquer sintomas adicionais, permite ao especialista identificar padrões e orientar melhor o diagnóstico.

Paralelamente, eles destacaram a importância de realizar exames ginecológicos periódicos, pois permitem detectar a tempo alterações no ciclo ou doenças crônicas, como a endometriose, e estabelecer tratamentos que evitem complicações a longo prazo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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