Publicado 28/07/2026 12:38

Ginecologista destaca que o calor atua como um fator desencadeante adicional das ondas de calor durante a menopausa

A Astellas Pharma lança o “Diário das Ondas de Calor” para que as mulheres possam registrar os episódios e consultar um especialista

Archivo - Arquivo - Mulher se abanando por causa do calor.
ISTOCK - Arquivo

MADRID, 28 jul. (EUROPA PRESS) -

A chefe do Serviço de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital Universitário Miguel Servet, em Saragoça, Laura Baquedano, destacou que o calor atua como um fator desencadeante adicional das ondas de calor durante a menopausa, por isso é comum que, durante o verão, as mulheres procurem atendimento devido ao agravamento das ondas de calor que estavam relativamente controladas.

Ela destacou isso com base em um estudo publicado em 2020 na revista “Menopause”, que aponta que a probabilidade de sentir ondas de calor aumenta 66% em julho, em comparação com janeiro, quando atingem seu nível mínimo anual. Os suores noturnos seguem um padrão semelhante, com uma probabilidade 50% maior quando faz mais calor.

“O aumento da temperatura ambiente atua como um fator desencadeante adicional sobre um sistema termorregulador que já está alterado pela deficiência de estrogênio”, explicou Laura Baquedano sobre essa situação.

De acordo com diversas pesquisas, os sintomas vasomotores (SVM), popularmente conhecidos como ondas de calor e suores noturnos, são uma das manifestações mais comuns da menopausa. Na Espanha, 86% das mulheres apresentam sintomas associados a essa fase, e as ondas de calor estão entre os quatro mais frequentes.

Até 80% das mulheres nessa fase as experimentam. Em um em cada quatro casos, os sintomas se manifestam com intensidade moderada ou grave, enquanto cerca de 10% afirmam que eles interferem diretamente em sua vida cotidiana. Apesar de seu impacto, os SVM continuam sendo uma realidade frequentemente subtratada.

DIÁRIO DAS ONDAS DE CALOR

Nesse contexto, a Astellas Pharma desenvolveu o “Diário das Ondas de Calor”, um aplicativo web gratuito e acessível a partir de qualquer dispositivo, sem necessidade de download ou cadastro. A ferramenta, que conta com o aval científico da Associação Espanhola para o Estudo da Menopausa (AEEM), permite que cada mulher registre a frequência, a intensidade, o momento do dia e possíveis fatores desencadeantes de suas ondas de calor, visualize sua evolução por meio de gráficos e gere um relatório para compartilhar com seu médico antes ou durante a consulta.

A Dra. Baquedano destacou a importância dessa nova ferramenta, que permitirá aos especialistas obter informações objetivas sobre os episódios vividos por suas pacientes, facilitando a tomada de decisões clínicas. “As ondas de calor são sintomas subjetivos, e cada mulher as vivencia de maneira diferente. Muitas pacientes têm dificuldade em lembrar com precisão sua frequência ou intensidade quando lhes perguntamos na consulta”, indicou.

Além disso, ela incentivou as mulheres que sofrem de ondas de calor frequentes ou que interferem em seu dia a dia a consultar um especialista para receber um tratamento adequado. “Muitas mulheres consideram que as ondas de calor são uma consequência inevitável da menopausa e não procuram ajuda por causa delas (...) O primeiro passo é tomar consciência disso e conversar com um profissional de saúde”, ressaltou.

“Na Astellas, acreditamos que a saúde da mulher deve ser abordada com soluções que atendam às necessidades reais e acompanhem melhor cada etapa de sua vida. Com o ‘Diário das Ondas de Calor’, queremos ajudar as mulheres nessa fase da vida a conhecer melhor seus sintomas, com o objetivo de se prepararem para a consulta com o médico e se sentirem mais acompanhadas na tomada de decisões sobre sua saúde”, destacou a co-líder médica da área de Saúde da Mulher da Astellas, Ana Mora.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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