Publicado 10/07/2026 07:13

García se recusa a retirar o Estatuto-Quadro e critica o fato de as comunidades autônomas do PP “não quererem assumir suas responsab

A ministra da Saúde, Mónica García, presta declarações à imprensa após a reunião plenária do CISNS, em 10 de julho de 2026, em Madri (Espanha). Essa reunião tem como objetivo liberar importantes verbas orçamentárias e abordar diversas r
Eduardo Parra - Europa Press

MADRID 10 jul. (EUROPA PRESS) -

A ministra da Saúde, Mónica García, manifestou sua oposição à retirada do Anteprojeto de Lei do Estatuto-Quadro e voltou a insistir que a concretização das melhorias reivindicadas pelos profissionais da saúde é “competência exclusiva” das comunidades autônomas, em seguida, criticou o fato de que as comunidades autônomas governadas pelo Partido Popular “não querem assumir suas responsabilidades”.

Foi nesses termos que ela se pronunciou nesta sexta-feira em declarações à imprensa antes da sessão plenária do Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (CISNS), depois que o secretário de Saúde de Castela e Leão, Alejandro Vázquez, em representação das comunidades autônomas “populares”, exigiu que ele resolvesse o conflito e elaborasse um Estatuto-Quadro “negociado” e “consensual”.

“Retirar o Estatuto-Quadro significa não melhorar as condições de trabalho dos profissionais, (...) que continuemos com o Estatuto-Quadro do Partido Popular de 2003 (...), descartar os três anos de trabalho (...). Significa permanecer em um ‘status quo’ que manteria todos os elementos de insatisfação pelos quais os profissionais estão se manifestando”, afirmou.

García repreendeu as comunidades autônomas por, na última pesquisa do CISNS, centrada no Estatuto-Quadro e na greve médica, “decidiram não resolver o conflito” quando tinham a “oportunidade” de votar a favor das medidas reivindicadas pelos profissionais, que são de “competência exclusiva” das comunidades autônomas.

Como ele lembrou, o Estatuto-Quadro “só serve para harmonizar” as “condições básicas” entre profissionais de diferentes comunidades e, a partir daí, cabem a elas “investir” e “destinar recursos” para que “possam trabalhar melhor, receber melhores salários e prestar um serviço de maior qualidade”.

“Se é disso que as comunidades autônomas querem se esquivar ou fingir que não existe, então será preciso cobrar responsabilidades delas para saber por que, após 23 anos, não querem melhorar as condições de trabalho dos profissionais”, criticou.

COMITÊ DE GREVE

Questionada sobre uma possível reunião com o Comitê de Greve dos médicos, que planeja convocar greves por tempo indeterminado a partir de setembro, a ministra destacou que seu departamento já se reuniu com esses sindicatos em “muitas ocasiões”. “Acho que já passamos de 30 ocasiões”, observou.

No entanto, ela voltou a enfatizar que “o problema é que muitas das reivindicações do Comitê de Greve são de competência das comunidades autônomas”, como já estão reivindicando “11 dos sindicatos”.

“Por que dizemos isso? Porque aqui não se pode ficar jogando o jogo de ver quem é o culpado. Aqui existem condições de trabalho que precisam ser concretizadas nos locais onde devem ser concretizadas, que são as comunidades autônomas”, ressaltou.

Ao ser questionada sobre a possibilidade de devolver o texto à Comissão Técnica para renegociar temas como o financiamento, García afirmou que “o financiamento é discutido somente depois que se tem o texto” e afirmou que esse não é o “problema”, mas sim uma “desculpa” que as comunidades autônomas estão usando para não melhorar as condições de trabalho.

A esse respeito, ela explicou que, nos últimos anos, o financiamento às comunidades autônomas aumentou em 43 por cento. “Elas têm 43% a mais de recursos para investir na saúde. Algumas decidiram investir 40% e outras investem 25%. Ou seja, deixaram de lado uma porcentagem que deveria ser destinada à melhoria das condições de trabalho”, detalhou.

Além disso, ele mencionou o novo projeto de financiamento autônomo que “está em discussão”, no qual são destinados mais 21 milhões, bem como o projeto de perdão da dívida, que lhes concede mais 80 milhões e que, segundo ele, o Partido Popular rejeitou.

“Ou seja, estão agindo como o cão do hortelão, que nem melhora nem deixa que os outros melhorem. Portanto, aqui, com o Estatuto-Quadro, não há um problema de financiamento, há um problema de gestão e há um problema de competências e de algumas comunidades — as do Partido Popular — que não querem assumir suas responsabilidades”, concluiu.

TEMAS DO CISNS

Na reunião desta sexta-feira entre o Ministério da Saúde e as comunidades autônomas, a ministra detalhou que serão abordados “acordos trascendentais para o Sistema Nacional de Saúde” (SNS), como a transferência para as comunidades autônomas de 235 milhões de euros para a Atenção Primária (AP) e saúde bucal.

Ela também destacou que o Ministério da Saúde volta a apresentar a segunda edição do Manual de Boas Práticas de Eutanásia, depois que, em uma reunião anterior, o projeto não foi aprovado porque algumas secretarias regionais queriam fazer contribuições. “Aceitamos absolutamente todas as contribuições; portanto, esperamos que hoje todo o assunto seja aprovado”, destacou.

Por fim, ele se referiu a outros temas que serão debatidos na sessão plenária, “sobre transformação e incentivo às comunidades autônomas, para que possam exercer suas competências e fortalecer nosso Sistema Nacional de Saúde”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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