Gabriel Luengas - Europa Press - Arquivo
MADRID 23 abr. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Saúde, Mónica García, ressaltou nesta quarta-feira o compromisso da Espanha com a Organização Mundial da Saúde (OMS) diante do aumento do "discurso negacionista" e dos ataques "injustificados" à organização, em referência aos recentes cortes de verbas realizados por diferentes países, liderados pelos Estados Unidos.
"A OMS, tão injustamente atacada recentemente, tão injustamente atacada durante a pandemia, queremos que saia fortalecida como uma instituição fundamental para garantir a governança global da saúde. A Espanha pode e deve se orgulhar de ter contribuído ativamente para tornar possível esse acordo de tratado sobre a pandemia", disse ele durante a 7ª edição do Forbes Summit Healthcare 2025, organizado pela Forbes.
García afirmou que a Espanha está "demonstrando" sua liderança e responsabilidade em um momento "convulsivo" em nível internacional, no qual "as relações internacionais estão se rompendo", após o que ele se referiu à guerra tarifária desencadeada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e aos diferentes "ataques" contra instituições multilaterais.
Nesse sentido, expressou sua preocupação com a "harmonia" entre o discurso do governo dos EUA contra as universidades públicas e a postura de "alguns líderes políticos que estão em pé de guerra" contra essas mesmas instituições, considerando que seu objetivo é "minar" o pensamento crítico e científico, "limitar" a diversidade e "restringir" o debate plural.
"Não é um detalhe menor que, em um momento em que a cooperação internacional está em declínio e o discurso negacionista está em ascensão, minando a confiança na ciência, a Espanha está ainda mais comprometida do que nunca com o multilateralismo, com a saúde global e com o fortalecimento das instituições que protegem a todos nós", acrescentou.
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