Ricardo Rubio - Europa Press - Arquivo
MADRID 19 maio (EUROPA PRESS) -
A ministra da Saúde, Mónica García, declarou que o Acordo Internacional de Pandemia representa um "passo decisivo" em direção a uma estrutura global comum que reforça a capacidade de prevenção, preparação e resposta a futuras emergências de saúde, um texto que deverá ser aprovado nesta terça-feira durante a 78ª Assembleia Mundial da Organização Mundial da Saúde (OMS).
"A Espanha considera que ter encerrado a negociação do Acordo Internacional de Pandemia representa uma grande conquista coletiva, especialmente no atual contexto geopolítico (...) É um passo decisivo em direção a uma estrutura global comum que fortalece a capacidade de prevenção, preparação e resposta a futuras emergências de saúde, protegendo as pessoas mais vulneráveis e promovendo a equidade", disse García durante seu discurso na Comissão A sobre o Tratado de Pandemia.
Ele continuou enfatizando que o consenso é "mais importante do que nunca" para enfrentar o "aumento" do discurso negacionista e isolacionista, que também "mina" a confiança na ciência.
García disse que a Espanha está "mais comprometida do que nunca" com o multilateralismo, a saúde global e o fortalecimento das instituições, e expressou seu desejo de que o consenso alcançado no âmbito das negociações sobre esse tratado seja "respeitado", o que ele espera que represente um novo "ponto de partida" para a colaboração multilateral e o compromisso dos Estados com os riscos globais à saúde.
Ele também pediu "flexibilidade" para avançar na negociação do artigo 12, sobre o Sistema de Acesso a Patógenos e Compartilhamento de Benefícios (PABS) da OMS, que será uma parte "integral" do acordo e que permitirá que o protocolo de Nagoya seja "adaptado" às particularidades do acesso a patógenos, garantindo assim o compartilhamento equitativo de benefícios.
MELHORIA DO ACESSO À RESPOSTA A EMERGÊNCIAS DE SAÚDE
García também pediu um melhor acesso equitativo a recursos essenciais em resposta a emergências de saúde globais, uma questão que ele considera "urgente", citando o exemplo da situação da varíola na África.
"A Espanha foi um dos primeiros países a responder, doando 20% de seu estoque estratégico de vacinas, 100.000 doses, para enfrentar essa epidemia. A resposta internacional está progredindo, mas precisamos redobrar nossos esforços", acrescentou.
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