Marta Fernández - Europa Press
MADRID 4 jun. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Saúde, Mónica García, destacou a tecnologia da saúde como alavanca da equidade, razão pela qual deve ser “sustentável, acessível” e incorporada “o mais rapidamente possível”, já que “a inovação tecnológica não é um luxo”, mas sim uma “prioridade estratégica”.
Foi nestes termos que se referiu na inauguração do 32º Encontro do Setor de Tecnologia da Saúde, organizado pela Federação Espanhola de Empresas de Tecnologia da Saúde.
A ministra, que destacou “uma colaboração e um diálogo fluido e intenso” com a indústria, lembrou que falar de tecnologia da saúde vai além de falar de equipamentos, dispositivos ou software; é falar de diagnósticos mais precisos, de diagnósticos mais precoces, de tratamentos menos invasivos, “que sejam mais eficazes” e, acima de tudo, de pacientes.
Assim, sua implementação se insere no contexto da equidade. “Acreditamos que a qualidade de um sistema de saúde não pode depender do código postal do paciente, nem do território onde você nasceu. Depende de que essa inovação chegue plenamente a todos os pacientes e a todos os cidadãos do nosso país”, afirmou.
No que diz respeito à alta tecnologia, García destacou o Plano INVEAT, com 851 equipamentos instalados em hospitais de todo o país, e os acordos-quadro do plano AMATI, já em vigor, para combater de forma sustentável a obsolescência do parque tecnológico e estender a renovação a mamografias, ecógrafos e radiologia intervencionista.
“Aprovamos o Decreto Real de Avaliação de Tecnologias Sanitárias, que é também uma forma de reforçar a transparência, a qualidade e a solidez, e de garantir que as decisões públicas em matéria de inovação sanitária tenham um suporte e um aval científico. Sabemos e queremos que as tecnologias que chegam ao Sistema Nacional de Saúde não sejam apenas inovadoras, mas que também agreguem valor”, acrescentou.
Da mesma forma, ele lembrou que a “transformação tecnológica” do sistema de saúde exige a colaboração das administrações, dos profissionais, das empresas, dos centros de saúde, da indústria e da comunidade científica.
“Somos aliados estratégicos de uma tarefa comum que é construir um sistema de saúde pública, uma saúde mais moderna, mais inovadora e mais preparada para os desafios que se avizinham. Um sistema de saúde capaz de incorporar as melhores tecnologias sem renunciar aos seus valores, capaz de inovar sem perder a humanidade, capaz de liderar avanços científicos mantendo sempre as pessoas no centro", destacou.
TECNOLOGIA DA SAÚDE: INDISPENSÁVEL PARA OS PACIENTES
Por sua vez, o presidente da Fenin, Jorge Huertas, defendeu o papel da tecnologia da saúde como uma indústria essencial para o SNS, lembrando que, sem esse setor, “o sistema de saúde simplesmente não pode funcionar”.
“A tecnologia da saúde nos acompanha ao longo de toda a nossa vida”, e sem ela não seriam possíveis a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento das doenças. Assim, ele reivindicou um setor que, em sua opinião, é indispensável para que os pacientes tenham acesso “ao melhor sistema de saúde possível” e para garantir a sustentabilidade do sistema.
Huertas definiu como prioridade avançar para um modelo de compras públicas baseado no valor, e não apenas no preço. Nesse contexto, agradeceu à ministra da Saúde pelo anteprojeto de Lei de Medicamentos e Produtos Sanitários, que limita a 20% o peso do preço e introduz a obrigação de incorporar critérios de valor nos editais de licitação.
O presidente da Fenin também alertou sobre o impacto da inflação e a ausência de mecanismos de indexação nos contratos públicos da área da saúde. Por isso, reclamou a introdução de fórmulas de atualização e apelou explicitamente ao Governo.
Ele também alertou que a Espanha tem “um nível de produção no país claramente melhorável” e isso faz com que “dependamos muito de terceiros, de países terceiros, para o fornecimento de produtos sanitários essenciais”. “E esse é um risco que não podemos e que não devemos permitir. Precisamos de um compromisso firme com a fabricação na Espanha”, afirmou.
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