Publicado 03/10/2025 09:38

Garcia culpa a privatização da Andaluzia e a falta de investimento pelo atraso nas mamografias

A Ministra da Saúde, Mónica García, em sua chegada à apresentação da campanha para promover hábitos saudáveis para crianças, nos Cinemas Renoir Princesa, em 3 de outubro de 2025, em Madri (Espanha).
Eduardo Parra - Europa Press

MADRID 3 out. (EUROPA PRESS) -

A ministra da Saúde, Mónica García, reconheceu sua "séria preocupação" com a situação das mamografias pendentes na Andaluzia, que ela não considera "uma falha pontual", mas um problema estrutural resultante da falta de investimento e da terceirização de serviços.

"A base piramidal desse problema é um fracasso ideológico do Partido Popular, que não vai investir, não vai fornecer recursos e vai fazer todo o possível para transformar nossa saúde em um negócio", disse ela em uma entrevista à TVE, relatada pela Europa Press.

"Não se trata de um fracasso isolado, mas de um fracasso estrutural", disse enfaticamente, ressaltando que "é inaceitável que uma administração falhe na detecção e no diagnóstico desses cânceres".

Em sua opinião, essa situação é "a ponta de um iceberg" e, por baixo, "há uma falta de confiança no sistema público, um dos menores investimentos em saúde no território e a intenção do Partido Popular de privatizar o sistema de saúde", reiterou.

Questionado sobre uma possível ação legal, o ministro destacou que atualmente há uma "disputa política" sobre as listas de espera, que "atualmente são opacas". Por esse motivo, o Ministério da Saúde está "trabalhando para tornar as listas de espera transparentes e rastreáveis, tanto para exames de diagnóstico quanto para consultas e cirurgias".

Dada a falta de conhecimento do que está acontecendo nas Comunidades Autônomas, a ministra explicou que é "necessário" "proteger" a saúde pública e, para isso, ela está avançando com o Projeto de Lei sobre Gestão Pública e Integridade do Sistema Nacional de Saúde.

O objetivo é "proteger a saúde pública contra essas privatizações e terceirizações que, mais uma vez, vimos que têm efeitos negativos, até mesmo negligentes, sobre os pacientes".

Por outro lado, ele mencionou a situação na Andaluzia e na Comunidade de Madri, já que "estão entre as comunidades que menos investem por habitante na saúde pública". "São as comunidades que menos acreditam em seu sistema de saúde pública e, portanto, menos acreditam nesses programas de prevenção, que são a pedra angular de nosso sistema", alertou.

"O laço rosa tem a ver com a não privatização do nosso sistema de saúde. O laço rosa é sobre investir em nosso sistema de saúde e o laço rosa é sobre defender nosso sistema público", lembrou ele.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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