César Vallejo Rodríguez - Europa Press
MADRID, 29 abr. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Saúde, Mónica García, classificou como “indecente” e “irresponsável” o fato de o líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, atribuir à greve dos médicos o aumento das listas de espera na saúde pública, e lembrou-lhe que a maior parte desses pacientes provém de comunidades autônomas governadas por seu partido.
“É uma atitude de pouquíssima responsabilidade que o senhor Feijóo, que governa 11 comunidades autônomas — responsáveis por cerca de 80% das listas de espera deste país, que aumentaram desde que esses conselheiros e conselheiras assumiram o cargo —, diga que a culpa das listas de espera é da greve”, afirmou em resposta à intervenção do líder do PP na sessão de controle no Congresso.
García repreendeu Feijóo por, apesar de liderar onze governos regionais, “tentar se esquivar” e culpar o Executivo central por um problema cuja gestão é de competência das comunidades desde 2001. Ela ressaltou que em territórios como a Comunidade de Madrid “já havia uma em cada sete pessoas na lista de espera antes das greves” e acusou o PP de ter permitido que elas disparassem nos últimos anos.
“Tentar, como sempre, culpar o Governo da Espanha por sua má gestão, me parece não apenas indecente, mas também irresponsável”, afirmou.
A ministra insistiu que a adesão à greve é “muito desigual” entre as comunidades autônomas, com porcentagens que oscilam entre 1% e 12% e um impacto diferente dependendo se afeta salas de cirurgia ou consultórios; no entanto, não pôde confirmar o dado apresentado por Feijóo sobre um aumento nas listas de espera de até 2 milhões de pessoas durante a greve dos médicos.
“Não disponho de dados tão conclusivos”, assinalou, antes de lamentar que o líder do PP utilize os atrasos na assistência “para fazer oposição”, em vez de apresentar soluções a partir dos governos regionais. Além disso, García defendeu que o Governo aumentou o financiamento da saúde às comunidades e deu início a uma reforma do Estatuto-Quadro que inclui as principais reivindicações trabalhistas dos médicos, enquanto, segundo ela, o PP “não colocou nenhuma solução sobre a mesa”.
Por outro lado, a ministra assinalou que se sente apoiada pelo presidente do Governo, Pedro Sánchez, diante dos pedidos de renúncia e destituição. “Estamos em contato constante, não apenas com a Moncloa, e também estamos cientes do contexto em que estamos atuando, marcado por ataques constantes ao Governo da Espanha”, explicou.
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