Eduardo Parra - Europa Press
MADRID 15 abr. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Saúde, Mónica García, denunciou que “alguns conselheiros do Partido Popular (PP)” estão “jogando mais lenha na greve” médica sem exercer “suas próprias competências” com o objetivo de “alimentá-la”, algo que, segundo ela, foi manifestado por “um sindicato do Comitê de Greve”.
“Se você quer saber por quanto tempo a greve vai se prolongar, pode perguntar aos conselheiros do Partido Popular”, declarou ela no plenário da Câmara dos Deputados, em resposta a uma pergunta da deputada do Grupo Parlamentar Popular, Carmen Fúnez, que pediu a renúncia da ministra.
Além disso, a titular desta pasta da Saúde lembrou que o referido projeto de lei representa “a primeira vez em 23 anos que alguém tem vontade política de melhorar as condições de trabalho dos profissionais”. E tudo isso diante dos “cortes” e do “mau tratamento” do PP, afirmou.
OS 'POPULARES' SALIENTAM QUE "OS PACIENTES NÃO PODEM ESPERAR MAIS"
"A melhor garantia para proteger a Saúde Pública é que vocês não governem", insistiu a ministra, em resposta a Fúnez, que pediu a renúncia de García, lembrando-lhe que "os pacientes não podem esperar mais e a Espanha precisa de respostas".
“Nove meses depois, nem soluções nem liderança”, sublinhou a representante do Partido Popular; em sua opinião, García criou “um problema” e “o agravou”, enquanto “continua sem resolvê-lo”. “Por quanto tempo mais vai prolongar essa situação?”, questionou ela, para posteriormente salientar que “um ministro está para governar, não para fazer oposição às comunidades autônomas”, que é o que ela considera que ele vem fazendo “desde que assumiu essa responsabilidade”.
“O que o senhor faz não é enfrentar reformas, mas gerar confrontos e problemas”, continuou ela, após o que declarou que “o senhor gerou um problema com os médicos”. De fato, classificou-o como “o maior conflito na área da saúde em décadas neste país”, diante do qual o Ministério da Fazenda “ainda não se pronunciou para ver qual é a dotação econômica e orçamentária para sustentar essa lei”.
Por fim, Fúnez destacou que “o resultado é que os médicos estão presos”, já que considera que García está mais preocupado “com seu futuro político do que com o futuro da saúde espanhola”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático