Gustavo Valiente - Europa Press
MADRID 29 out. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Saúde, Mónica García, classificou como "incompetentes" os ministérios regionais liderados pelo Partido Popular que insistem em não poder enviar seus dados de exames de câncer de mama, solicitados pelo Ministério da Saúde, alegando que não têm o sistema de computador necessário para carregar as informações ou indicadores específicos.
"Você tem um governo que no ano de 2025 não consegue enviar dados? Isso só pode ser devido a duas coisas. Primeiro, porque eles não os têm, ou segundo, porque os dados são ruins. Não há outra razão, porque se esconder atrás do fato de que eles não têm o 'software' hoje é absolutamente incompreensível, além de ser falso", disse ele nesta quarta-feira em declarações à mídia após a inauguração da conferência "Desafios da Esclerose Múltipla, Doença de Huntington e Alzheimer", realizada no Ministério da Saúde.
Para o ministro, é "super curioso" que as comunidades do Partido Popular, "com todo o investimento" que o governo espanhol fez em digitalização, "não sejam capazes" de "enviar um Excel". "Que nos enviem os dados brutos, se quiserem", disse ela, acrescentando que a atitude deles está "minando a confiança do público".
Nesse sentido, ele detalhou que as comunidades devem enviar uma série de indicadores "que são bem conhecidos" e "têm sido usados há muito tempo"; entre eles estão a taxa de cartas enviadas, a taxa de resposta a essas cartas ou a taxa de positividade das várias triagens.
AÇÃO JUDICIAL
Os ministros da saúde "populares" deixaram a sessão plenária do Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (CISNS) na sexta-feira, alegando que o governo está usando esse órgão de forma "partidária e sectária". A reunião entre o Ministério e as Regiões Autônomas foi realizada em meio à controvérsia após a crise do exame de câncer de mama na Andaluzia.
Como resultado, Mónica García disse em uma coletiva de imprensa que seu departamento tomaria "medidas legais". "Não podemos permitir que o Partido Popular diga que é um insulto pedir informações a eles e, é claro, vamos estudar todas as vias legais para que os conselheiros do Partido Popular forneçam respostas e informações.
A esse respeito, ele indicou que a Saúde "continua estudando" essas ações e os vereadores saberão "em breve" quais são elas, porque essas informações "não pertencem a eles" e "não podem ser reféns de nenhum governo". "E os cidadãos, depois do escândalo de negligência na Andaluzia, precisam de certeza, precisam saber que têm a tranquilidade de que seus governos estão cumprindo os programas de triagem em suas diferentes comunidades", acrescentou.
Por outro lado, questionado sobre uma possível diminuição na participação da população na triagem, García apontou que "há muita heterogeneidade nas diferentes regiões" na realização desses testes, de modo que cada uma delas realizou seus programas "de uma maneira diferente, algumas com mais eficácia do que outras".
"É por isso que queremos colocar na mesa que não pode haver comunidades que tenham uma taxa de resposta de, por exemplo, 30% e que tenham deixado 70% da população de fora desses exames. Até que tenhamos todos os dados, não podemos fornecer números oficiais", disse ele.
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