Publicado 22/07/2026 16:34

A Galeria Apolo, no Louvre, reabre após permanecer fechada por meses devido ao chamado “roubo do século”

PARIS, 21 de julho de 2026  -- Turistas são fotografados perto do Museu do Louvre, em Paris, França, em 21 de julho de 2026. A Galeria Apollo do Museu do Louvre, que foi assaltada em outubro de 2025, deve reabrir ao público nesta quarta-feira, sem joias e
Europa Press/Contacto/Wu Huiwo

MADRID 22 jul. (EUROPA PRESS) -

A Galeria Apolo, localizada no primeiro andar do Museu do Louvre, reabriu nesta quarta-feira após permanecer fechada desde 19 de outubro de 2025 devido ao chamado “roubo do século”, no qual os assaltantes conseguiram roubar até nove peças das joias da coroa francesa em plena luz do dia e em apenas sete minutos.

“As coleções e os objetos preciosos que ali estavam expostos foram removidos para que as decorações murais pintadas e esculpidas pudessem ser devolvidas ao seu local original. Dessa forma, a galeria recuperou sua função original, concebida como uma obra de arte em si mesma no século XVII”, informou a instituição em um comunicado.

A ministra da Cultura da França, Catherine Pégard, afirmou durante a cerimônia de reabertura, em declarações à imprensa, que esta “é uma oportunidade para redescobrir a esplêndida arquitetura e decoração desta galeria”. “Os visitantes poderão circular livremente”, disse ela.

As joias e gemas da coroa que não foram roubadas serão exibidas em “espaços seguros” em outras partes do museu. “Foi um trauma para o mundo inteiro, que durante dias expressou seu espanto e seu pesar. Também foi um trauma para nós, ao descobrirmos a fragilidade de um lugar que acreditávamos inabalável”, lembrou ela.

Do espólio, estimado em 88 milhões de euros, só foi possível recuperar a coroa da imperatriz Eugênia, que sofreu “danos por esmagamento e uma deformação considerável”. O museu informou, em fevereiro passado, que será possível realizar sua reconstrução sem a necessidade de reconstrução ou recriação, já que falta apenas uma das águias que adornavam a peça.

Um grupo de quatro homens realizou o que foi apelidado de “roubo do século” pela imprensa francesa por meio de uma plataforma elevatória montada em um caminhão, com a qual acessaram a Galeria Apolo, onde arrombaram duas vitrines que continham nove peças das joias da coroa francesa.

Os funcionários da pinacoteca, um dos emblemas culturais e turísticos da França, realizaram várias greves desde outubro de 2024 em protesto contra a deterioração das condições de trabalho e a insuficiência de recursos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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