MADRID 26 ago. (EUROPA PRESS) -
Imagens tiradas com a câmera infravermelha MIRI do Telescópio Espacial James Webb (JWST) possibilitaram a observação das primeiras galáxias em luz infravermelha de comprimento de onda longo pela primeira vez.
Juntamente com um estudo recente publicado na Astronomy and Astrophysics, essas imagens oferecem novas percepções sobre como as primeiras galáxias se formaram há mais de 13 bilhões de anos.
"Nas imagens, podemos ver as galáxias mais distantes que conhecemos", disse Göran Östlin, professor de astronomia do Departamento de Astronomia da Universidade de Estocolmo, em um comunicado.
No estudo, a equipe de pesquisa apresenta suas observações do Hubble Ultra Deep Field (HUDF), a área do céu mais frequentemente observada por vários telescópios, incluindo o Hubble e o James Webb no espaço e telescópios terrestres como o VLT e o ALMA.
LUZ DE MAIS DE 13 BILHÕES DE ANOS ATRÁS
"O que é único em nossas observações é que elas são feitas em luz infravermelha de comprimento de onda médio e com um tempo de exposição extremamente longo, próximo a 100 horas. Isso nos permite estudar galáxias extremamente distantes. Elas emitiram sua luz há mais de 13 bilhões de anos, perto do início do universo", diz Göran Östlin.
As observações das primeiras galáxias com o MIRI fornecem informações sobre como e quando suas estrelas se formaram. Observações anteriores mediram apenas a luz de estrelas recém-nascidas nessas galáxias.
"Com o MIRI, podemos estimar o número de estrelas que se formaram ainda mais cedo, próximo ao Big Bang. Isso nos dá a oportunidade de estudar como as primeiras galáxias evoluíram no início do universo", diz Jens Melinder, pesquisador do Departamento de Astronomia da Universidade de Estocolmo.
Usando luz infravermelha média, a equipe de pesquisa também pode estudar galáxias empoeiradas, algumas das quais contêm buracos negros. Essas galáxias ricas em poeira contêm grandes quantidades de poeira interestelar que absorve a luz azul das estrelas. A luz que escapa dessas galáxias e chega até nós é a luz infravermelha.
"O MIRI nos permite ver através do véu de poeira e observar o que está por trás dele. Ao observar esse tipo de galáxia, podemos entender a rapidez com que os elementos mais pesados que compõem a poeira se formaram no início do Universo e como os buracos negros supermassivos, cercados por um anel de poeira quente, evoluíram", diz Jens Melinder.
A publicação disponibiliza todas as imagens e medições para download e uso por pesquisadores de todo o mundo.
"Fornecemos dados completamente novos que serão usados no futuro por pesquisadores que estudam a evolução e a formação das primeiras galáxias. O HUDF é uma parte tão bem observada do céu noturno que é de grande valor compartilhar nossas imagens. Esperamos que elas sejam usadas por muitos", conclui Jens Melinder.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático