MADRID 13 fev. (Portaltic/EP) - A rede hoteleira digital espanhola Gaiarooms incorporou a inteligência artificial (IA) como parte estrutural do seu modelo de gestão de hotéis pequenos e médios não profissionalizados, com o objetivo de melhorar a eficiência operacional, antecipar incidentes e reduzir a carga de trabalho que não agrega valor direto à experiência do hóspede.
A iniciativa baseia-se numa integração profunda de tecnologia, processos e conhecimento operacional, e já está totalmente implementada nos seus mais de 115 estabelecimentos distribuídos por 14 cidades da Península Ibérica. O modelo da Gaiarooms parte de uma digitalização completa da relação operacional com o hóspede através do telemóvel. Processos como o check-in, o pagamento, a entrega de chaves digitais, o pedido de assistência ou o check-out são geridos de forma centralizada, sem necessidade de receção física. Esta estrutura permite reorganizar os fluxos de trabalho e criar o contexto necessário para que a inteligência artificial tenha um impacto real no funcionamento diário dos hotéis, como explicam num comunicado de imprensa.
Com base nessa tecnologia, a IA atua como um sistema interno de interpretação que cruza informações provenientes de diferentes sistemas, como o PMS, fechaduras eletrônicas, sensores, climatização ou redes de comunicação, para priorizar incidentes, ordenar tarefas e apoiar a tomada de decisões operacionais.
“A IA não intervém nos elementos físicos nem executa ações diretas, mas ajuda a decidir o que é urgente, o que pode esperar e o que não requer intervenção imediata. Desta forma, reduz a dependência da intuição individual e traz consistência em um ambiente caracterizado pela diversidade de edifícios, instalações e situações”, explica o fundador e diretor executivo da Gaiarooms, Enrique Domínguez.
Uma das principais áreas de aplicação é a gestão do suporte ao hóspede, que é canalizada por várias vias, como mensagens instantâneas, e-mail ou chamadas telefônicas. A IA analisa em tempo real as mensagens recebidas, identifica a natureza de cada incidente, cruza-a com o contexto da reserva e do estabelecimento e determina sua real urgência. Além disso, agrupa conversas relacionadas e gera um resumo operacional antes da intervenção de um operador humano, o que reduz duplicações, tempos de resposta e erros no atendimento. No caso do atendimento telefônico, a IA auxilia o operador em tempo real através da transcrição da chamada e da consulta automática da base de conhecimento interna da empresa, que inclui procedimentos, protocolos e exceções documentadas. Além disso, sugere verificações e etapas a serem seguidas. “A implementação dessa tecnologia não é um processo trivial. Requer um desenvolvimento complexo, muitos testes, um investimento significativo e equipes altamente especializadas que compreendam a operação hoteleira real, além da teoria”. No final das contas, isso se traduz em “uma vantagem diferencial para a Gaiarooms”, indica Domínguez. Além do suporte ao hóspede, a IA é aplicada a tarefas internas, como elaboração de relatórios, síntese de documentação operacional ou homogeneização de respostas, permitindo liberar tempo das equipes para funções de maior valor agregado.
Com essa abordagem, a Gaiarooms busca reforçar a viabilidade e a profissionalização de hotéis pequenos e médios integrados em ambientes urbanos, contribuindo para uma gestão mais eficiente e sustentável e para sua conexão com a economia local.
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