Joaquin Corchero - Europa Press
MADRID 21 jan. (EUROPA PRESS) - A Fundação Psicologia Sem Fronteiras informou que ativou seus recursos especializados em psicologia de emergências para intervir na zona de Adamuz (Córdoba) após o acidente ferroviário ocorrido na última segunda-feira, 18 de janeiro.
A equipe da Fundação estará em coordenação com o dispositivo de atendimento psicológico impulsionado pelo Comissariado de Saúde Mental do Ministério da Saúde e junto com o restante dos recursos que já estão operando ou que se prevê que o façam no território. Dessa forma, a Fundação ativará uma equipe formada por profissionais com formação e experiência em intervenção em crises e emergências. A ação é dirigida tanto às vítimas (feridos e familiares) como às pessoas envolvidas expostas a situações de alto impacto emocional, incluindo aquelas que não têm formação especializada neste tipo de contextos.
A Fundação Psicologia Sem Fronteiras sublinha que intervir psicologicamente numa emergência não significa “curar” as pessoas nem fazer o processo por elas, mas acompanhá-las para que possam ativar os seus próprios recursos e potencialidades num momento tão crítico como este. “A intervenção é um processo. A pessoa que temos diante de nós não é passiva: está viva, sente, pensa e pode agir. O nosso trabalho não é substituir o seu caminho nem marcar atalhos, mas ajudá-la a recuperar a orientação, a segurança e a capacidade de ação”, explica o presidente da Fundação, Guillermo Fouce. A partir dessa abordagem, o apoio e o acompanhamento são fundamentais. “Em situações extremas, uma das perguntas mais importantes não é ‘o que há com você?’, mas ‘a quem podemos avisar para ficar perto de você?’. Sentir-se acompanhado e reconhecido é o principal fator de proteção contra o impacto psicológico de uma catástrofe”, acrescenta.
Da mesma forma, a Fundação defende intervenções profundamente humanas, baseadas em evidências e no acompanhamento, na escuta e na empatia, evitando a patologização desnecessária do sofrimento. “O primeiro passo não são as intervenções individuais nem os tratamentos, mas informar, orientar e reduzir a incerteza. Explicar o que está acontecendo, como é normal reagir e como enfrentar as primeiras fases do impacto”, explica Fouce.
A partir daí, são priorizadas intervenções em grupo, de ajuda mútua e apoio comunitário, deixando as intervenções individuais especializadas para os casos em que são realmente necessárias. Ao mesmo tempo, esta organização lembra a importância de as equipes contarem com espaços de cuidado emocional antes, durante e depois da intervenção.
Nesse caso, a atuação da Fundação Psicologia Sem Fronteiras incluirá especificamente o acompanhamento psicológico daqueles que intervêm ajudando, como pessoal de emergência, proteção civil, forças de segurança, profissionais de saúde e voluntários, que foram expostos a situações potencialmente traumáticas, com o objetivo de prevenir o trauma vicário, o desgaste emocional e a cronicidade do mal-estar.
A Fundação lembra que o atendimento psicológico não termina quando a fase aguda termina nem quando a atenção da mídia desaparece, mas deve ser mantido ao longo do tempo para favorecer a recuperação emocional.
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