Publicado 28/04/2026 04:13

A Fundação MÁS QUE IDEAS solicita que o câncer de pele não melanoma seja reconhecido como doença profissional

Archivo - Arquivo - Trabalhadores em uma obra durante a quarta onda de calor do verão, em 21 de agosto de 2023, em Badajoz, Extremadura (Espanha). A Agência Estatal de Meteorologia (AEMET) divulgou um alerta especial devido à chegada de uma nova onda de c
Andrés Rodríguez - Europa Press - Arquivo

MADRID 28 abr. (EUROPA PRESS) -

A Fundação MÁS QUE IDEAS apresentou um relatório no qual destaca a necessidade de criar registros sobre a incidência do câncer de pele não melanoma, bem como seu reconhecimento como doença profissional decorrente da exposição ao sol, para continuar avançando na prevenção e na detecção precoce.

Nesse contexto, a Fundação lembra que o câncer de pele não melanoma é um dos tumores mais frequentes na Espanha. Em 2024, estimou-se cerca de 14.800 casos, mais de 7% do total de diagnósticos oncológicos. Além disso, a incidência aumentou 40% nos últimos quatro anos, sendo um dos tumores mais frequentemente associados à atividade profissional. Estima-se que 3 em cada 10 pessoas estejam expostas à radiação ultravioleta em seu ambiente de trabalho.

Por ocasião do Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, a MÁS QUE IDEAS publicou este documento com o objetivo de oferecer mais informações e sensibilizar para o risco ocupacional que representa a exposição prolongada à radiação solar ultravioleta. O relatório “Câncer de pele não melanoma: exposição solar e saúde ocupacional” aprofunda propostas de ação essenciais para proteger a saúde das pessoas que trabalham expostas ao sol.

Além disso, este relatório evidencia que a exposição prolongada à radiação solar não é devidamente integrada nas avaliações de riscos, o que dificulta a adoção de medidas preventivas. Consequentemente, é necessário aprofundar o cumprimento do marco normativo relativo a este risco ocupacional, bem como reforçar a conscientização das empresas para implementar medidas de proteção contra tal exposição.

Nesse sentido, os especialistas consultados nesta iniciativa enfatizam especialmente que o índice de radiação ultravioleta (UVI) deve ser considerado mais uma ferramenta na organização e no planejamento do trabalho, uma vez que permite determinar o grau de risco ao qual o trabalhador ao ar livre está exposto.

Outras medidas prioritárias são o fornecimento de material de proteção (como roupas de trabalho adequadas e protetores solares), a instalação de áreas de sombra e a informação aos trabalhadores.

Por fim, destaca-se que a vigilância da saúde é fundamental não apenas para a prevenção, mas também para a detecção precoce, essencial em um tipo de câncer altamente evitável. Assim, afirma-se que, embora os exames médicos façam parte dessa vigilância, raramente incluem um exame completo da pele ou o uso de ferramentas como a dermatoscopia. Esta iniciativa propõe potencializar esses exames para identificar precocemente lesões cutâneas suspeitas.

Na elaboração do documento colaboraram a Associação Espanhola contra o Câncer, a Associação Espanhola de Especialistas em Medicina do Trabalho (AEEMT), a Associação Espanhola de Serviços de Prevenção Laboral (AESPLA), as Comissões Operárias (CCOO), a Fundação Piel Sana da Academia Espanhola de Dermatologia e Venereologia (AEDV), Grupo Espanhol Multidisciplinar do Melanoma (GEM), Melanoma Espanha, Sociedade Espanhola de Medicina Familiar e Comunitária (semFYC), Sociedade Espanhola de Medicina e Segurança do Trabalho (SEMST), Sociedade Espanhola de Oncologia Radioterápica (SEOR) e União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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