MADRID 17 mar. (EUROPA PRESS) -
A Fundação Instituto para a Melhoria da Assistência Médica (Fundação IMAS) e várias sociedades científicas pediram reformas "urgentes" do Sistema Nacional de Saúde (NHS), tendo em vista a "falta de progresso" durante a legislatura para abordar os "problemas" que permanecem sem solução, conforme estabelecido em um documento apresentado em 2023.
Esse relatório, elaborado em conjunto com a Federação de Associações Médico-Científicas da Espanha (FACME) e o Conselho Geral de Associações Médicas Oficiais (CGCOM), identifica dez desafios e propõe 37 medidas para "modernizar" o sistema de saúde, além de adaptá-lo às necessidades "atuais" da população.
Para dar visibilidade a essas propostas, a Fundação IMAS, com o apoio da Sociedade Espanhola de Médicos Gerais e de Família (SEMG), da Sociedade Espanhola de Medicina Interna (SEMI), da Sociedade Espanhola de Neonatologia (SENeo), da Sociedade Espanhola de Patologia Digestiva (SEPD) e da Associação de Médicos da Galícia (Asomega), lançou uma iniciativa para divulgá-las em redes sociais como X, Instagram e LinkedIn.
Entre os principais problemas do NHS estão o "colapso" da atenção primária, o "desinteresse" dos profissionais de saúde e a "crescente insatisfação" dos cidadãos, que "se traduz" em um aumento dos seguros privados e em maiores desigualdades no acesso à saúde.
Essas organizações também consideram que ainda existem "problemas estruturais", como a continuidade "deficiente" dos cuidados, a cobertura insuficiente em áreas como saúde mental ou saúde bucal e um modelo de gestão "burocrático e ineficiente".
"O NHS continua a operar com uma estrutura projetada há quase 40 anos, quando a realidade social, demográfica e tecnológica era completamente diferente. Oferecemos soluções baseadas em evidências, mas não vemos progresso significativo. Sem reformas estruturais, a sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde está seriamente comprometida", alertou o diretor da IMAS Foundation, Dr. Javier Elola.
Para lidar com essa situação, o relatório recomenda a integração dos serviços sociais e de saúde para obter uma melhor coordenação do atendimento a pacientes crônicos e pessoas dependentes; a incorporação de pacientes e médicos nos órgãos de gestão do NHS e o estabelecimento de um estatuto do cidadão/paciente, que fortaleça seu papel na tomada de decisões; bem como a implementação de um sistema de avaliação transparente, reduzindo a politização e melhorando a responsabilidade.
Os especialistas também recomendaram a revisão do modelo de financiamento da saúde para garantir a sustentabilidade do sistema a médio e longo prazo, bem como a transformação da organização e da gestão dos centros de saúde, dando-lhes maior autonomia para melhorar a eficiência e a qualidade do atendimento.
A campanha abordará uma dessas questões a cada mês, com março destacando a necessidade de reorientar o NHS para uma abordagem preventiva e proativa, em vez de uma abordagem focada apenas no tratamento de doenças, especialmente processos agudos.
Para isso, são propostas medidas "fundamentais", como a promoção da integração entre a saúde pública e a saúde para melhorar a prevenção e a promoção da saúde, e o incentivo à responsabilidade conjunta dos cidadãos no autocuidado e no uso eficiente do sistema de saúde.
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