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MADRID 5 ago. (EUROPA PRESS) -
A Fundação IDIS destacou a integração progressiva de soluções tecnológicas na prática assistencial da saúde privada e, mais especificamente, referiu-se ao uso da inteligência artificial (IA) no diagnóstico por imagem, na medicina de precisão e no apoio à tomada de decisões clínicas.
A entidade lembrou que o “Observatório do Setor de Saúde Privada 2026” classifica a inovação e a IA como “algumas das principais alavancas” para transformar a assistência médica, ao oferecer novas possibilidades na antecipação de riscos, no tratamento de doenças e na otimização de recursos.
Conforme destacou, o ambiente de saúde está cada vez mais digitalizado e, de acordo com os dados do relatório, a porcentagem de pacientes que utilizam serviços digitais aumentou de 12,5% em 2018 para 77% em 2023, ao mesmo tempo em que a adoção da consulta digital cresceu de 40% para 85% no mesmo período.
Nesse contexto, ela destacou os benefícios da IA e, entre eles, sua rápida análise de grandes volumes de dados clínicos e de imagens, o que facilita a detecção precoce de determinadas patologias, a identificação de padrões complexos e a personalização dos tratamentos, apoiando o trabalho dos profissionais de saúde.
A Fundação IDIS destacou que a aplicação da IA também se estende à organização e administração dos centros, podendo auxiliar no planejamento de agendas, na otimização de recursos, na automação de tarefas administrativas e na melhoria da experiência do paciente.
ACOMPANHAR A TRANSFORMAÇÃO POR MEIO DE UMA GOVERNANÇA DE DADOS ADEQUADA
Conforme consta no “Observatório do Setor de Saúde Privado 2026”, a Fundação IDIS relembrou a importância de acompanhar a transformação digital do sistema de saúde com infraestruturas interoperáveis, uma governança adequada dos dados e a capacitação dos profissionais.
Nesse sentido, a Fundação IDIS mencionou a iniciativa do Espaço de Dados da Saúde Privada, na qual a entidade está trabalhando com o objetivo de facilitar a disponibilidade das informações geradas pelo setor para usos secundários, como pesquisa, capacitação e inovação, dentro de um quadro seguro, regulamentado e alinhado à legislação vigente.
O projeto, inserido na estratégia do Espaço Europeu de Dados de Saúde, permitirá avançar em direção a uma visão integrada do ecossistema de saúde, facilitar o desenvolvimento de novos tratamentos e gerar conhecimento clínico que ajude a melhorar o atendimento aos pacientes.
Essa iniciativa dá continuidade ao trabalho realizado pela Fundação IDIS para promover a conexão e o intercâmbio seguro de informações de saúde, com marcos como o incentivo à interoperabilidade na saúde privada e a implantação do “miHC”. O objetivo final é que a digitalização não se limite a incorporar novas ferramentas, mas que gere valor real para profissionais, organizações e pacientes.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático