MADRID, 16 abr. (EUROPA PRESS) -
A diretora-geral da Fundação IDIS, Marta Villanueva, destacou que continuam trabalhando na construção do Espaço de Dados da Saúde Privada (EDSP), com o objetivo de integrar e reunir as informações geradas no setor privado no ecossistema europeu de dados de saúde.
Isso foi demonstrado durante o evento Wake Up, Spain! Wake Up, Europe! 'Crescimento, coesão e incerteza', organizada pelo 'El Español'. No evento, Villanueva lembrou que mais de 20% dos dados de saúde na Espanha são gerados na saúde privada, razão pela qual considera que sua integração pela autoridade nacional é imprescindível para cumprir o Regulamento Europeu de Dados de Saúde e refletir os dados de saúde completos da população espanhola.
Durante sua participação, em uma conversa sobre o Espaço Europeu de Dados de Saúde, destacou que a integração de dados é “já uma realidade imediata no processo fundamental para a interoperabilidade dos sistemas de saúde”. Nesse sentido, explicou a importância da interoperabilidade real dos sistemas e do trabalho para construir dados de qualidade, área na qual a Fundação IDIS vem trabalhando há mais de três anos com a plataforma federada miHC, de interoperabilidade do prontuário médico na saúde privada.
“Em apenas quatro anos, poderemos dizer que contamos com um resumo do prontuário médico (patient summary) na União Europeia, o que permitirá que os dados do paciente o acompanhem por todo o sistema de saúde europeu, independentemente do país em que receba atendimento”, indicou a diretora-geral da IDIS.
Segundo Villanueva, essa integração não só facilitará um diagnóstico mais rápido, mas também um tratamento mais eficaz e um atendimento mais preciso, o que se traduz diretamente em uma melhoria dos resultados em saúde e em maior eficiência assistencial. “O projeto EDSP, além de ter um impacto positivo na qualidade do atendimento, constitui um pilar essencial para o futuro do sistema de saúde”, acrescentou.
Assim, Villanueva enfatizou que o Espaço de Dados da Saúde Privada se consolida como um nó essencial para o acesso e uso dos dados de saúde, tanto para uso primário quanto secundário. “Este ambiente permitirá compartilhar, acessar e trabalhar com os dados de forma segura, alinhado com os padrões europeus”, concluiu.
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