Publicado 20/05/2026 09:55

A Fundação CRIS destaca a necessidade de realizar ensaios pragmáticos para otimizar as terapias já existentes

Archivo - Arquivo - Medicamentos analisados em um laboratório.
MEGAFLOPP/ISTOCK - Arquivo

MADRID 20 maio (EUROPA PRESS) -

A Fundação CRIS Contra o Câncer destacou a importância dos ensaios pragmáticos, que buscam melhorar a qualidade de vida dos pacientes otimizando as terapias já existentes, e por isso afirmou que financiar esse tipo de projeto é “essencial”.

Isso foi reivindicado no Dia Internacional do Ensaio Clínico, ocasião em que explicou que esses estudos se concentram em demonstrar se um novo tratamento funciona e é seguro, enquanto os pragmáticos buscam entender como fazer melhor uso das terapias já aprovadas.

Nessa linha, ele detalhou que a questão já não é apenas “esse tratamento funciona?”, mas também “podemos tratar tão bem com menos toxicidade?” ou “qual terapia é melhor para cada paciente?”. Essas questões, em sua opinião, podem fazer uma “enorme diferença” para muitos pacientes com câncer.

Apesar disso, a entidade lamentou que seja difícil encontrar financiamento para muitos estudos pragmáticos, em comparação com o que ocorre no caso de ensaios que avaliam uma nova terapia.

Diante dessa necessidade, a CRIS lançou em 2022 uma chamada internacional específica para ensaios clínicos pragmáticos em parceria com o Institut Gustave Roussy de Paris, com a qual conseguiu destinar, até o momento, mais de dois milhões de euros para financiar esse tipo de projeto.

A iniciativa conecta alguns dos principais hospitais e centros de pesquisa europeus com o objetivo de acelerar estudos capazes de modificar protocolos clínicos internacionais e beneficiar diretamente os pacientes.

PROJETOS FINANCIADOS

Um dos novos projetos financiados este ano pelo CRIS é o ensaio internacional 'OPT-PEMBRO', liderado pela Dra. Joana Mourato Ribeiro, do Institut Gustave Roussy, e pela Dra. Mafalda Oliveira, do Vall d'Hebron Institute of Oncology (VHIO), de Barcelona.

O ensaio busca demonstrar se é possível suspender com segurança a imunoterapia em pacientes com câncer de mama triplo-negativo que apresentam resposta completa, a fim de evitar toxicidades desnecessárias, melhorar a qualidade de vida e reduzir o impacto econômico sobre os sistemas de saúde.

Além deste ensaio, selecionado em 2026, a CRIS Contra o Câncer já financia outros cinco ensaios internacionais que buscam tornar a hemato-oncologia mais precisa, mais humana e menos tóxica.

De forma semelhante ao ensaio “OPT-PEMBRO”, as doutoras Barbara Pistilli, do Institut Gustave Roussy, e Mafalda Oliveira investigam no “ETNA-cohort2” quais pacientes com câncer de mama triplo-negativo e bom prognóstico poderiam evitar a quimioterapia após a cirurgia, reduzindo assim sequelas e toxicidade desnecessária.

Por sua vez, as doutoras Laurence Albiges, do Institut Gustave Roussy, e Cristina Suárez, do VHIO, trabalham em conjunto no 'CARE-1' para identificar qual combinação de imunoterapia é a mais adequada para cada paciente com câncer de rim, avançando em direção a tratamentos mais personalizados e eficazes.

A fundação destacou, por sua vez, o trabalho “PULSE”, no qual os doutores Benjamin Besse, do Institut Gustave Roussy, e Luis Paz-Ares, do Hospital Universitário 12 de Outubro de Madri, buscam definir a frequência ideal de administração da imunoterapia no câncer de pulmão para manter a eficácia e, ao mesmo tempo, reduzir ao máximo os efeitos colaterais.

No “SEVENAZA”, os médicos Christophe Willekens, do Institut Gustave Roussy, e Pau Montesinos, do Hospital Universitário La Fe de Valência, estudam se a redução da duração de determinados tratamentos na leucemia mieloide aguda pode manter a eficácia terapêutica, com o objetivo de diminuir a toxicidade em pacientes vulneráveis.

Em relação ao ensaio “LOWTOX”, a doutora Rocío García Carbonero, do Hospital Universitário 12 de Outubro de Madri, e o doutor Eric Baudin, do Institut Gustave Roussy, lideram um ensaio em tumores neuroendócrinos para otimizar a dose de radioligantes, tratamentos que funcionam como mísseis teleguiados e levam a radiação diretamente ao tumor. O objetivo dos pesquisadores é reduzir os efeitos colaterais hematológicos e melhorar a personalização terapêutica.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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