Publicado 11/02/2026 10:04

A FSS-CCOO classifica a Lei de Gestão Pública como um “avanço histórico” e exige proteger a saúde com “mais garantias”.

(i-d) A Ministra da Inclusão, Segurança Social e Migrações e porta-voz do Governo, Elma Saiz, e a Ministra da Saúde, Mónica García, durante uma coletiva de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, em 10 de fevereiro de 2026, em Madri (Espanha).
Gabriel Luengas - Europa Press

MADRID 11 fev. (EUROPA PRESS) -

A Federação de Saúde e Setores Socio-sanitários da CCOO (FSS-CCOO) avalia positivamente o anteprojeto de Lei de Gestão Pública e Integridade do Sistema Nacional de Saúde (SNS), apresentado pelo Ministério da Saúde, classificando-o como um “avanço histórico” e reivindicando a proteção da saúde com “mais garantias e empregos de qualidade”.

Para o sindicato, este anteprojeto “constitui um avanço muito importante na defesa da Saúde Pública e abre a porta para corrigir parte dos problemas gerados pela privatização”, mas ainda deixa em aberto espaços que, considera, “devem ser fechados na tramitação parlamentar”.

Entre os aspectos mais positivos do texto, a FSS-CCOO destaca a revogação expressa da Lei 15/1997, que abriu a porta a “novas formas de gestão” e tem sido utilizada como suporte para concessões, PFI e outros modelos privatizadores. Por outro lado, a declaração da gestão direta pelas administrações públicas como forma preferencial de gestão dos centros e serviços do SNS, relegando a gestão indireta a um caráter excepcional e sujeita a condições estritas. Destacam-se também a criação de um procedimento de avaliação prévia para os casos de gestão indireta, que obriga a justificar por que não se pode prestar o serviço com meios próprios, a analisar sua sustentabilidade financeira e social, e emitir relatórios obrigatórios por comissões de avaliação, cujas conclusões devem ser públicas, e o reforço da transparência e da prestação de contas, através da publicação periódica de informações sobre contratos, acordos, resultados de saúde e qualidade, bem como indicadores sanitários de cada centro do SNS acordados no Conselho Interterritorial.

O sindicato também valoriza a prioridade das entidades sem fins lucrativos na adjudicação de determinados contratos e a exigência de gratuidade e ausência de fins lucrativos na atividade que os hospitais privados vinculados por acordos singulares prestam aos pacientes do sistema público, e a previsão de um relatório estadual de avaliação das experiências de gestão desde 1997, que permitirá dispor de uma base de análise sobre os efeitos dos modelos privatizadores na equidade, qualidade e eficiência.

Paralelamente ao anteprojeto de lei de modificação do Estatuto-Quadro, esta norma deve servir também para potenciar a dedicação dos profissionais à saúde pública, através da fidelização e retenção de talentos e da utilização eficiente de todos os recursos públicos disponíveis, reforçando o controle sobre os conflitos de interesse e sobre qualquer forma de privatização.

De cara ao futuro, considera necessário: concretizar mais os casos em que se pode recorrer à gestão indireta e evitar que a “excecionalidade” se torne, na prática, uma fórmula geral para manter ou ampliar as privatizações; acompanhar este novo quadro legal com planos de reforço da rede pública e com estratégias claras de reversão de concessões, convenções e grandes contratos de serviços terceirizados onde não tenham sido demonstradas melhorias nos resultados ou na eficiência; e introduzir garantias laborais sólidas nos processos de reversão e no funcionamento de consórcios e entidades de gestão pública, de forma a assegurar a estabilidade no emprego, a sub-rogação e a equiparação das condições do pessoal com as do resto do SNS, evitando novos focos de precariedade.

Além disso, abordar explicitamente o papel das mutualidades de funcionários públicos (MUFACE, MUGEJU, ISFAS), comprometendo-se com uma integração progressiva no SNS, que evite circuitos de assistência paralelos financiados com fundos públicos e reforce um sistema único, público, universal e solidário.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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