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MADRID 3 set. (EUROPA PRESS) -
A França viveu o verão mais quente de sua história — ou, pelo menos, desde que existem registros meteorológicos, há 126 anos —, conforme informou nesta quinta-feira a ministra da Transição Ecológica, Monique Barbut.
De acordo com o balanço do governo francês na sede da agência Météo-France, o verão de 2026, marcado por várias ondas de calor no país, superou todos os recordes registrados e se tornou o “mais quente já registrado desde o início das medições em 1900”.
Após uma estação que colocou os serviços de emergência e as equipes de bombeiros contra as cordas, devido aos graves incêndios no sul e no oeste do país, Barbut destacou que a França deve tirar lições para os verões futuros.
“A pergunta que devemos nos fazer agora é de que maneira isso ficará registrado. Se como o primeiro de uma longa série que continuará batendo recordes, ou como um momento que nos permitiu estar à altura dos desafios de adaptação e mitigação”, afirmou, em declarações publicadas pelo jornal ‘Le Monde’.
Dessa forma, ele enfatizou a necessidade de dar continuidade aos esforços na área climática, especificamente na redução das emissões de gases de efeito estufa.
A França registrou uma série de ondas de calor consecutivas, que começaram logo no início do verão, em junho. O número de mortes atribuídas às altas temperaturas é de 7.300, segundo informou em meados de agosto o Ministério da Saúde francês, no que seria o verão mais mortal desde o de 2003, que deixou um número histórico de 15.000 mortes atribuídas ao calor.
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