Europa Press/Contacto/Sebastien Toubon
MADRID 3 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades francesas informaram nesta sexta-feira que o número de mortos aumentou em 2.025, cerca de 30% a mais, durante a semana de 22 de junho, quando foi atingido o pico da onda de calor que assolou o país no último mês e que deixou pelo menos 90 mortos por afogamento.
O Ministério da Saúde do país indicou em um comunicado que esse aumento é especialmente elevado, de 62%, na Ilha da França, a região parisiense, onde foram registradas 619 mortes adicionais durante esse mesmo período. Também foi registrado um aumento significativo na região dos Países do Loira, no oeste do país.
O documento aponta que, durante a semana de 22 a 28 de junho, foram notificadas 8.973 mortes, mais de 2.000 a mais do que na semana anterior, que registrou 6.948. No entanto, tudo indica que esses dados representam uma “subestimação” e que o número real poderia ser maior.
Esse aumento se aplica a pessoas com mais de 45 anos e reflete um número maior de mortes em domicílios (um aumento de 91%), em casas de repouso (com um aumento de 37% em relação à semana anterior) e em centros de saúde (com um aumento de 19,7%).
Esse aumento de 30% mostra com maior precisão a magnitude das consequências da onda de calor para a saúde, que registrou três dos dias mais quentes já registrados na França.
“O mais importante é que, entre essas 2.025 mortes (...), registra-se um aumento de 91% nas mortes em domicílio em comparação com a semana anterior”, destacou a ministra da Saúde, Stéphanie Rist, em declarações à TF1.
Na quinta-feira, o primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, destacou “a grande diferença em relação a 2003”, quando ocorreu uma onda de calor que deixou 15.000 mortos em todo o país, em sua grande maioria idosos, muitos dos quais viviam em lares de idosos.
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