Publicado 23/06/2026 08:06

A França confirma 40 mortos por afogamento em meio à onda de calor que assola o país

28 de maio de 2026, Paris, Île-de-France (região, França): o primeiro-ministro Sébastien Lecornu no Palácio do Eliseu em 28 de maio de 2026. O presidente da República, Emmanuel Macron, e sua esposa, Brigitte Macron, receberam o presidente da República da
Europa Press/Contacto/Julien Mattia

MADRID 23 jun. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro da França, Sebastian Lecornu, confirmou nesta terça-feira 40 mortes por afogamento, em sua maioria de jovens, no contexto da onda de calor que assola o país, para a qual o governo está elaborando planos de contingência.

Em declarações antes do início da reunião da célula interministerial de crise sobre a onda de calor, Lecornu classificou como “tragédia preocupante” o aumento dos afogamentos nos últimos dias, coincidindo precisamente com o início do verão, que chegou acompanhado por uma onda de calor que abala toda a França.

“Devemos abordar uma tragédia preocupante relacionada aos afogamentos. O último número que nos foi comunicado é de 40 mortos desde 18 de junho, em sua maioria jovens. Gostaria que voltássemos a esse ponto, pois são as primeiras vítimas da crise que estamos atravessando, e quero que analisemos isso em detalhes”, indicou.

Segundo ele, o país está passando por um período de calor de “intensidade excepcional”. “De modo geral, recordes nacionais de temperatura estão sendo quebrados praticamente todos os dias ou todas as noites”, destacou.

Lecornu destacou, assim, que as instituições devem estar preparadas, já que a “verdadeira questão” que causa preocupação é “a duração dessa crise”, após ressaltar que há uma enorme “incerteza” sobre por quanto tempo as temperaturas extremas se prolongarão.

“Devemos avaliar a situação a longo prazo, projetando-nos até boa parte do mês de julho. Esses três cenários de planejamento nos permitirão tomar decisões ou, pelo menos, planejar uma série de decisões”, antecipou.

O primeiro-ministro francês fez um apelo à solidariedade com as pessoas mais vulneráveis. “Há uma grande necessidade de mobilizar os centros municipais de ação social e as associações. É a proximidade que nos permitirá cuidar das pessoas mais frágeis”, indicou ele, pedindo que se evitem crises em lares de idosos e que se aprendam as lições do verão de 2003, quando as mortes causadas pela onda de calor chegaram a vários milhares na França, sendo a maior da Europa.

“Nossa principal preocupação agora recai sobre as pessoas que permanecem em suas casas, em relação às quais devemos manter um alto nível de vigilância. Isso nos remete também à questão, sempre delicada, da solidão”, afirmou.

TEMPERATURAS RECORDES EM MUITAS CIDADES FRANCESAS

Esta segunda-feira tornou-se o terceiro dia mais quente já registrado na França, com temperatura média de 29,2 graus, enquanto a onda de calor que afeta o país há quase uma semana mantém 54 departamentos em alerta vermelho.

Durante o dia, as cidades de Brive, com 43 graus; Bordeaux, com 41,9 graus; Poitiers, com 41,7 graus; e Nantes, com 41,7 graus, registraram máximas históricas.

Enquanto isso, a noite de segunda para terça-feira entrou para a história como a mais quente já registrada na França continental, com temperaturas mínimas médias de 21,6 graus, segundo dados da Meteo France.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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