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MADRID 31 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades francesas informaram nesta sexta-feira que o incêndio no departamento de Gironda, no sudoeste do país, está “estabilizado”, mas não “controlado”, e, por isso, ressaltaram que ainda há focos ativos a serem extintos.
Em entrevista à emissora RTL, o ministro do Interior, Laurent Nuñez, explicou que a situação evolui favoravelmente, mas que o incêndio ainda não está “controlado”, pelo que não é possível ordenar o retorno de todas as comunidades afetadas às suas casas.
“O retorno é autorizado quando o incêndio está estabilizado e não há mais pontos críticos nas proximidades. Graças a isso, ontem 144 mil pessoas puderam voltar para suas casas. A prefeita anunciou que hoje provavelmente autorizará novos retornos, mas, para isso, é imprescindível que não haja mais focos de incêndio”, enfatizou, destacando que, em uma área na Gironda, “o retorno ainda é impossível” no momento.
Nuñez ressaltou, assim, que o retorno só é autorizado quando há “certeza” de que a situação está estabilizada. “Quero insistir no que já foi dito em nível local: quem retorna para casa deve estar preparado para uma possível nova evacuação caso a situação mude”, indicou.
O ministro do Interior lembrou que quatro bombeiros perderam a vida durante as operações de combate aos incêndios na onda de incêndios que assola a França, dois deles na Gironda, enquanto outro na região da Saboia e outro, mais recentemente, em Bouches-du-Rhône.
“Nossa prioridade é proteger a vida dos civis. Tenho uma lembrança muito especial desses quatro bombeiros, que morreram bravamente lutando contra o fogo”, destacou, ressaltando que não houve mortes entre os civis e que poucas pessoas ficaram feridas.
Nuñez defendeu o envio de 3.300 bombeiros, o que constitui um “reforço absolutamente excepcional”, já que 2.000 deles eram reforços e se somam a outros 1.500 militares para auxiliar na gestão dos evacuados. “Não eram necessários mais efetivos. Nunca antes havia sido mobilizado um dispositivo terrestre de tal magnitude”, ressaltou ele diante das críticas sobre se a mobilização teria sido insuficiente.
Sobre a investigação das pessoas envolvidas nos incêndios, o ministro do Interior francês mencionou mais de 300 detidos, dos quais 33 “já estão em prisão preventiva ou foram condenados”. “Esse número continuará evoluindo à medida que as investigações e os processos judiciais avançarem”, destacou.
De qualquer forma, Nuñez insistiu que o número de incêndios e suas características são algo “sem precedentes”, observando que a França estava preparada para uma temporada de verão que “seria complicada”, mas que esse tipo de incêndio “convectivo” colocou as autoridades em apuros.
“São incêndios que se autoalimentam, geram seu próprio vento e, à medida que evoluem, transformam-se em nuvens pirocumulonimbus. É algo que nunca havíamos visto em território nacional. Eles provocam verdadeiras tempestades de fogo”, argumentou.
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