MADRID 10 dez. (EUROPA PRESS) -
O Fórum da Profissão Médica incentivou nesta quarta-feira a apoiar os dias restantes de greve contra o projeto do Estatuto Marco, que durará até sexta-feira, mostrando assim seu apoio às paralisações convocadas pela Confederação Espanhola de Sindicatos Médicos (CESM) e pelo Sindicato Médico Andaluz (SMA).
O Fórum destacou que o primeiro dia de greve, realizado na terça-feira, teve "altos níveis de adesão" e insistiu na importância da mobilização para mostrar que o último projeto do Estatuto Marco apresentado pela Saúde ainda é "insuficiente" e não reflete uma melhoria real nas condições de trabalho dos profissionais para garantir a melhor qualidade de atendimento.
Nesse sentido, o Fórum tem reclamado a necessidade de um Estatuto Quadro próprio para a profissão médica que regule as condições especiais de formação e responsabilidade destes profissionais, salientando que "não há melhor forma de atrair e reter talentos no Sistema Nacional de Saúde" (SNS).
As organizações do Fórum têm incentivado a participação nestes quatro dias consecutivos de greve, que decorrem até esta sexta-feira, para mostrar a rejeição unânime do coletivo a um projeto de regulamento que "ainda está longe" de satisfazer as exigências mínimas dos profissionais.
DEFESA DE SEU PRÓPRIO ESTATUTO
O secretário geral da Associação Médica Espanhola (OMC), José María Rodríguez, defendeu a necessidade de um estatuto separado para a profissão médica durante uma conferência de imprensa na quarta-feira, durante a qual foi apresentado um guia pioneiro para lidar com a dor aguda.
De acordo com ele, a ministra da Saúde, Mónica García, exigiu em uma manifestação em 2018 o fim dos turnos de 24 horas e sua contribuição, enquanto agora ela rejeita essa opção para os médicos.
"Os plantões de 24 horas, que produziam médicos cansados, que não trabalhavam bem, que ainda por cima não pagavam as contribuições para a previdência social, o que ela pediu em 2018, agora ela está nos negando", afirmou.
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