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MADRID, 4 jul. (EUROPA PRESS) -
As forças separatistas tuaregues da Frente de Libertação do Azawad (FLA) anunciaram, nesta madrugada, o início de uma nova ofensiva em várias frentes contra uma das principais cidades do país, Gao, e as comunidades estratégicas de Aguelhok e Anefif. Trata-se de uma continuação da grande ofensiva coordenada que lançaram em conjunto com grupos jihadistas em abril, e que colocou temporariamente em apuros a junta militar do país.
O porta-voz da FLA, Mohamed Elmaouloud Ramadane, confirmou o início desses ataques à emissora Radio France Internationale, que também verificou a informação por meio de fontes próprias, assim como fez o Africa Corps, o antigo grupo de mercenários russo Wagner, que auxilia os militares malineses em tarefas antiterrorismo.
“A libertação do Azawad começou”, declarou Ramadane à emissora francesa, usando o nome que os tuaregues dão à região separada que reivindicam.
O ataque do FLA a Anefif é especialmente notável porque se trata de uma localidade estratégica para chegar a Kidal, cidade tomada pelos rebeldes durante a ofensiva de abril.
O Africa Corps, após confirmar os ataques que começaram nesta madrugada, por volta das 05h40, assegurou nas redes sociais que já iniciou uma operação conjunta com o Exército do Mali para repelir os ataques: “As unidades do Africa Corps, em coordenação com o Exército do Mali, estão realizando com sucesso operações de combate para repelir o ataque contra essas cidades pacíficas”.
“Os terroristas estão realizando uma intensa campanha de propaganda na mídia e nas redes sociais, que não tem nada a ver com a realidade”, afirmou o comando.
Da mesma forma, a prisão da cidade de Kenioroba, a 60 quilômetros da capital, Bamako, está sendo atacada por homens armados que ainda não foram identificados oficialmente, segundo fontes da RFI, sem que ainda esteja claro se isso faz parte dessa ofensiva.
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