MADRID 27 maio (EUROPA PRESS) -
Uma equipe de pesquisadores da Universidade Complutense de Madri e do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) identificou na Sierra Norte fósseis marinhos cuja idade remonta ao Ordoviciano Médio, há aproximadamente 460 milhões de anos, os mais antigos conhecidos até agora na Comunidade de Madri.
Mais especificamente, os restos foram encontrados em afloramentos de xistos paleozoicos localizados nos arredores de Patones e El Atazar e pertencem a diferentes grupos de invertebrados marinhos. Entre eles estão fósseis de trilobitas, braquiópodes, moluscos e graptolitos conservados em rochas marinhas muito antigas que fazem parte do embasamento geológico da região.
Conforme apontado pela UCM em um comunicado, essas rochas, em grande parte ocultas sob materiais mais recentes e visíveis apenas em setores do Sistema Central, sofreram intensos processos de deformação e metamorfismo ao longo de sucessivas orogênicas, o que explica “a extraordinária raridade” de se encontrar fósseis nelas.
A pesquisa revisa, além disso, todas as informações paleontológicas anteriores disponíveis sobre o Paleozóico da Serra Norte de Madri e Guadalajara, fornecendo novos dados sobre a fauna marinha que habitava essa zona quando o território madrilenho estava coberto por antigos mares.
OS MAIS ANTIGOS CONHECIDOS NA COMUNIDADE
Segundo os autores, esses restos constituem os fósseis corporais mais antigos conhecidos na Comunidade de Madri. Sua antiguidade é ligeiramente posterior a algumas icnitas ou pegadas fósseis atribuídas a artrópodes marinhos, descobertas por volta de 1864 pelo engenheiro e geólogo Casiano de Prado em Puebla de la Sierra, e que desde então não voltaram a ser objeto de estudo detalhado.
Participaram do trabalho a paleontóloga Sara Romero, da Área de Paleontologia da Faculdade de Ciências Geológicas da Universidade Complutense de Madri, e Juan Carlos Gutiérrez-Marco, pesquisador do Instituto de Geociências (CSIC-UCM).
Os resultados serão apresentados durante a 80ª sessão científica da Sociedade Geológica da Espanha, que será realizada na sexta-feira, e serão publicados na revista científica 'Geogaceta', juntamente com as demais contribuições apresentadas na reunião.
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