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MADRID, 9 abr. (EUROPA PRESS) -
O Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (SNS) aprovou o “Documento de Consenso para o Tratamento da Doença Renal Crônica (DRC)”, por meio do qual será priorizado o rastreamento anual — por meio de exames de sangue e urina — em pessoas com mais de 60 anos e em pacientes com fatores de risco, como hipertensão, diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares.
Dessa forma, o relatório aprovado, que visa transformar a assistência à saúde nessa área, tem como objetivo otimizar a detecção precoce na população de risco. Além disso, pretende melhorar a coordenação da assistência, para o que define critérios claros para o encaminhamento de pacientes da Atenção Primária a especialistas — Nefrologia, Medicina Interna e Geriatria.
Além disso, aposta-se no fortalecimento das consultas virtuais para reduzir os tempos de espera, aspecto ao qual se soma a integração de sistemas de alerta automático nos prontuários eletrônicos para ajudar os médicos a identificar casos de risco e ajustar as doses dos medicamentos de acordo com a função renal de cada pessoa.
O último eixo deste texto é protagonizado pela promoção do autocuidado, para o qual serão impulsionados programas educacionais e a tomada de decisões compartilhada, envolvendo ativamente as associações de pacientes para que as pessoas tenham um papel protagonista no cuidado de sua saúde.
Com tudo isso, o Ministério da Saúde garantiu que está estabelecida a rota estratégica para o período 2025-2028. Além disso, explicou que esta iniciativa se insere no desenvolvimento da Estratégia de Doenças Crônicas e tem como objetivo impulsionar um modelo de assistência mais proativo, coordenado e centrado na pessoa.
ESTA PATOLOGIA AFETA MAIS DE 10% DA POPULAÇÃO ADULTA
Promover uma abordagem integral que contribua para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e otimizar os recursos do sistema de saúde é o objetivo estabelecido diante de uma doença que afeta mais de 10% da população adulta — mais de quatro milhões de pessoas — e, frequentemente, se apresenta em pacientes com outras patologias crônicas.
A ERC costuma evoluir sem sintomas em suas fases iniciais, o que favorece um elevado subdiagnóstico e retarda o início de tratamentos que poderiam frear sua progressão. Isso se traduz em um impacto econômico considerável, representando atualmente cerca de 5% do gasto total com saúde.
Diante disso, este documento aponta a necessidade de passar de um modelo reativo para um proativo e preventivo, uma vez que a detecção precoce não apenas melhora o prognóstico do paciente, mas também ajuda a conter o impacto social e ambiental associado aos tratamentos mais avançados, como a diálise.
O Ministério da Saúde, que lembrou que o texto aprovado é fruto do trabalho conjunto de comunidades autônomas, sociedades científicas e associações de pacientes, em um processo de consenso que garante sua aplicabilidade e adaptação às diferentes realidades do território, declarou que o cumprimento das metas estabelecidas será avaliado anualmente por meio de indicadores específicos.
Entre estes, este ministério destacou a porcentagem de pacientes em risco que recebem seu exame anual e a redução do uso de medicamentos potencialmente prejudiciais aos rins.
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