Matias Chiofalo - Europa Press - Arquivo
MADRID 3 jul. (EUROPA PRESS) -
O fisioterapeuta coordenador da Unidade de Trânsito da Quirónsalud no País Basco, Héctor González, recomendou ajustar corretamente o assento, o encosto e o apoio de cabeça do carro, bem como fazer paradas a cada duas horas para se alongar, com o objetivo de reduzir o risco de lesões durante as viagens rodoviárias.
É o que destacou González diante da temporada de férias de verão, período em que ocorre um aumento nos deslocamentos rodoviários e, consequentemente, um maior risco de acidentes de trânsito. Entre as lesões mais frequentes após esse tipo de acidente, o especialista destacou a lesão cervical por efeito de chicote, as contraturas musculares, a dor lombar e as entorses de punho ou mão.
“Em acidentes urbanos ou em baixa velocidade, muitas vezes não se sente dor no momento. No entanto, após 24 ou 48 horas, podem surgir desconfortos, sobretudo no pescoço, nas costas ou nos membros superiores”, explicou ele, ressaltando que, caso surjam desconfortos, é recomendável procurar o pronto-socorro.
Por outro lado, ele detalhou que, nas rodovias, onde a velocidade costuma ser maior, o impacto pode ser percebido de forma mais imediata, embora tenha insistido que, da mesma forma, o adequado é procurar uma avaliação no pronto-socorro caso surjam desconfortos ou limitação de mobilidade.
PREVENÇÃO ANTES DE ASSUMIR O VOLANTE
Héctor González explicou que a prevenção de lesões começa antes de assumir o volante e, por isso, destacou a importância de viajar bem descansado, já que o contrário reduz a atenção e aumenta o risco de acidente. “Não se trata apenas de ter dormido na noite anterior, mas também de evitar dirigir com sono ou fadiga acumulada”, explicou.
Além disso, ele alertou que manter os ombros elevados, segurar o volante com força excessiva ou permanecer rígido por muito tempo pode aumentar a sobrecarga muscular. Por isso, ele recomendou que se verifique a postura durante a viagem e se relaxe o pescoço, os ombros e as costas sempre que possível.
O fisioterapeuta também destacou o papel do cinto de segurança na redução de lesões mais graves, por isso recomendou verificar se ele está bem ajustado e sem folga. Por outro lado, ele desaconselhou o repouso absoluto, a menos que haja indicação médica.
“Muitas pessoas acham que, se estiver doendo, o melhor é ficar parada. Mas o repouso excessivo pode enfraquecer a musculatura e piorar a evolução”, alertou.
González destacou que a fisioterapia permite tratar essas lesões com uma abordagem combinada, utilizando técnicas para reduzir a dor, exercícios orientados, educação postural e trabalho específico para recuperar a mobilidade e a força. “O objetivo não é apenas aliviar a dor, mas ajudar a pessoa a recuperar suas atividades diárias e a qualidade de vida que tinha antes do acidente”, afirmou.
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