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MADRID 13 abr. (EUROPA PRESS) -
O bom tempo e a mudança de calçado aumentam o risco de fascite plantar, uma dor aguda no calcanhar que, segundo estimativas, afeta uma em cada dez pessoas ao longo da vida, de acordo com o fisioterapeuta e professor de Fisioterapia da Universidade Europeia, Alberto Bermejo.
Essa dor, segundo o especialista, é um “problema causado pela sobrecarga da fáscia plantar”, que é o tecido que percorre a planta do pé, do calcanhar até os dedos. Com a chegada do bom tempo, a transição “abrupta” de um estilo de vida mais sedentário para uma atividade física intensa implica um “aumento repentino da carga suportada pela fáscia plantar”, sem que o tecido tenha tido tempo de se adaptar.
Por outro lado, a mudança de um calçado “fechado e mais estruturado” para sandálias ou calçados “mais planos e flexíveis” reduz o suporte do arco plantar e altera a distribuição de cargas no pé. Esse ciclo vicioso, segundo Bermejo, explica o motivo pelo qual as consultas especializadas aumentam nesta estação.
Diante dessa situação, existem estratégias que podem ajudar a mitigar o problema. Bermejo destacou que o tratamento para essa condição se baseia em três pilares: educação do paciente, controle da carga e exercícios terapêuticos. Ajustar a intensidade da atividade sem cair no repouso absoluto e realizar exercícios de fortalecimento progressivo dos gémeos e da musculatura do pé podem ser “fundamentais para a recuperação”.
A prevenção, nesse sentido, é a “melhor ferramenta”, por isso o fisioterapeuta recomendou uma “adaptação gradual” tanto no exercício quanto no calçado, aumentando a intensidade e a distância de forma progressiva.
“Em vez de mudar drasticamente de uma bota para uma sandália rala, é preferível alternar o calçado ou escolher opções de verão que ofereçam um mínimo de estrutura e amortecimento”, explicou.
No entanto, embora essas medidas sejam úteis, elas nunca devem substituir o diagnóstico de um profissional. “Se a dor persistir por várias semanas, limitar as atividades diárias ou piorar, o mais recomendável é consultar um profissional de saúde”, concluiu Bermejo.
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