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MADRID 1 abr. (EUROPA PRESS) -
O governo finlandês se comprometeu na sexta-feira a aumentar os gastos com a defesa nacional para 3% do PIB até 2029, como parte de uma nova estratégia de rearmamento que também inclui a futura saída do país nórdico da Convenção de Proibição de Minas Antipessoais.
A Finlândia, que compartilha uma fronteira de 1.300 quilômetros com a Rússia, aderiu à OTAN há exatamente dois anos e já ultrapassou o compromisso de 2% com a defesa, mas o primeiro-ministro Petteri Orpo confirmou em uma aparição pública que eles querem ser mais ambiciosos.
Ele disse que a nova meta ajudaria a "fortalecer ainda mais a defesa da Finlândia" e a adotar uma abordagem de longo prazo para "modernizar" as forças armadas, embora o primeiro-ministro tenha dito que não há "nenhuma ameaça militar iminente", segundo informações do governo.
O ministro da Defesa, Antti Hakkanen, apresentou um novo cenário no qual as forças armadas receberão "cerca de 3,7 bilhões de euros (adicionais) nos próximos quatro anos", com o objetivo de "responder à atual situação de segurança na Europa e à ameaça militar representada pela Rússia".
Orpo também confirmou que a Finlândia está determinada a se retirar do Tratado de Ottawa sobre minas terrestres antipessoais, de acordo com as decisões já tomadas na Polônia e nos países bálticos. O governo esclareceu que não implantará minas como uma questão natural, mas quer reservar a "possibilidade" de se preparar para novos cenários de "uma forma mais versátil".
"Os objetivos mais importantes da política externa e de segurança da Finlândia continuam sendo a salvaguarda da independência e da integridade territorial, evitando o envolvimento em um conflito militar e garantindo a segurança e o bem-estar da população finlandesa", resumiu Orpo.
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