Pascal Guyot/AFP/dpa - Arquivo
MADRID 30 maio (EUROPA PRESS) -
O filósofo e sociólogo francês Edgar Morin faleceu nesta sexta-feira em Paris, aos 104 anos, conforme anunciou sua família. Sua morte foi lamentada por toda a esquerda política; ele foi descrito como o “pensador do século” pelo presidente francês, Emmanuel Macron.
Filósofo teórico do “pensamento complexo”, foi membro da Resistência durante a ocupação nazista e participou do Partido Comunista Francês até sua expulsão por dissidência.
Autor de cerca de quarenta livros, manteve-se ativo no debate político apesar de sua idade avançada e é reconhecido por derrubar as barreiras entre disciplinas como História, Filosofia e Ciência.
Nascido em 1921, foi pacifista e ativista antifascista na década de 1930, membro da Resistência e, posteriormente, opositor da Guerra da Argélia. Foi membro do Partido Comunista entre 1941 e 1951 e, mais recentemente, defensor de uma mudança em prol da defesa do meio ambiente.
“Soldado da Resistência, ativista e espírito livre, escritor e pensador do século, defensor da natureza e dos povos, Edgar Morin foi a personificação do humanismo”, destacou o presidente francês, Emmanuel Morin
“Entristece-me saber que o mundo perdeu um de seus grandes pensadores”, declarou, por sua vez, o prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, em sua homenagem a “um filho de Ménilmontant, um antifascista e um ativista pelo despertar das consciências”. Por sua vez, Jean-Luc Mélenchon, líder da La France Insoumise, prestou uma “sincera homenagem à memória de Edgar Morin” porque “um exemplo nunca morre”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático