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MADRID 23 mar. (EUROPA PRESS) -
O filho mais velho do deposto xá do Irã, Reza Pahlavi, pediu neste domingo aos Estados Unidos e a Israel que “continuem atacando o regime” iraniano e “seu aparato repressivo”, mas que o façam “respeitando a infraestrutura civil de que os iranianos precisarão para reconstruir” o país, poucas horas antes do término do prazo de dois dias que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu a Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz ou, caso contrário, enfrentar ataques às usinas de energia.
“Peço ao presidente Trump e ao primeiro-ministro (israelense, Benjamin) Netanyahu que continuem atacando o regime e seu aparato repressivo, respeitando a infraestrutura civil de que os iranianos precisarão para reconstruir nosso país”, solicitou Pahlaví em uma mensagem nas redes sociais, na qual defendeu que “o Irã deve ser protegido”, enquanto “o regime deve ser desmantelado”.
O aspirante ao trono, no exílio desde 1979, defendeu, nesse sentido, que “o Irã não é a República Islâmica”. “A infraestrutura civil do Irã pertence ao povo iraniano e ao futuro de um Irã livre”, afirmou, contrastando-a com “a infraestrutura da República Islâmica”, que definiu como “a máquina de repressão e terror utilizada para impedir que esse futuro se torne realidade”.
“Com o apoio dos Estados Unidos e de Israel, e sobretudo com o sacrifício dos patriotas iranianos, a hora da liberdade do Irã está próxima”, concluiu.
Apesar de seu apelo, Donald Trump insistiu neste domingo no ultimato de 48 horas dado no sábado, no qual insta o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz ou, caso contrário, atacará as usinas de energia do país, e advertiu que haverá “uma destruição total” se isso for aplicado. “Em breve vocês verão o que acontecerá com o ultimato das usinas de energia. O resultado vai ser muito bom (...). A destruição do Irã vai ser total e vai funcionar maravilhosamente bem”, afirmou.
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