Collboni: "É uma honra e uma grande responsabilidade".
GUADALAJARA (MÉXICO), 29 (EUROPA PRESS)
A 39ª Feira Internacional do Livro (FIL) de Guadalajara (México) foi inaugurada neste sábado com uma reivindicação e defesa do papel do livro, da palavra, da literatura e da leitura na sociedade atual, e com a entrega do Prêmio FIL de Literatura em Línguas Românicas ao escritor Amin Maalouf, na edição em que Barcelona é o convidado de honra.
O prefeito de Barcelona, Jaume Collboni, afirmou que a capital catalã é uma cidade de livros e rosas, assim como Guadalajara, e a colocou como "guardiã do mundo dos livros" em um mundo digitalizado que pode colocar a criação em questão.
"O cemitério dos livros perdidos sempre estará em Barcelona", disse Collboni em referência à obra de Carlos Ruiz Zafón, e garantiu que os livros estão vivos em Barcelona e que a cidade quer continuar sendo o epicentro da publicação em espanhol e catalão.
Collboni disse que era uma "honra e uma grande responsabilidade" ser a convidada de honra da FIL, e destacou o amplo programa apresentado pela cidade, destacando o escritor Eduardo Mendoza e o cantor e compositor Joan Manuel Serrat, e agradeceu ao México por seu papel com o exílio catalão, um país que, segundo ela, não reconhecia a ditadura de Franco.
O GOVERNADOR DE JALISCO
O governador do estado de Jalisco, Pablo Lemus Navarro, que abriu a FIL, enfatizou a importância da educação e definiu Barcelona como um "pilar cultural".
O Secretário de Economia do México, Marcelo Ebrard Causabón, transmitiu o carinho da Presidente do México, Claudia Sheinbaum, pela FIL, e destacou o "grande evento cultural de liberdade" que a feira representa no atual contexto global.
O FIL, UM "ESPAÇO PLURAL".
A Reitora Geral da Universidade de Guadalajara, organizadora da FIL, Karla Alejandrina Planter Pérez, enfatizou que a feira é um "espaço plural" e defendeu o papel da escrita e da leitura no mundo de hoje e o retorno da barbárie: "A leitura é um ato cívico de primeira ordem".
Ele comemorou a presença de Barcelona como convidada de honra com seus livros e a força de sua história: "Barcelona será notícia a partir daqui e nos alimentará com sua literatura, sua arte, seu cinema e seu folclore".
"OS LIVROS NÃO GRITAM, ELES FALAM".
O presidente da FIL, José Trinidad Padilla López, defendeu o livro como "o último refúgio da cultura livre", e um espaço de tenacidade em uma época de consumo imediato e uma trincheira do incômodo.
"Os livros não gritam, falam", disse Padilla López, para quem a inteligência artificial (IA) será capaz de reproduzir formas, mas não de sentir o tremor de uma verdade, e considera que proteger o livro é proteger a audácia intelectual.
Padilla López disse que Barcelona é uma cidade construída "com livros, pensamento, dissidência e cidadania", e destacou o papel do ecossistema de bibliotecas de Barcelona.
A diretora da FIL, Marisol Schulz, ressaltou que Barcelona "vem com tudo" para a FIL, com seus autores literários, sua música, seu teatro, sua criação artística e sua gastronomia, e destacou o entusiasmo da delegação.
A abertura da FIL de Guadalajara contou com dois ganhadores do Prêmio Nobel em sua mesa inaugural: Rigoberta Menchú, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 1992, e Venkatraman Ramakrishan, ganhador do Prêmio Nobel de Química de 2009.
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