MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -
A Confederação Espanhola de Famílias de Pessoas Surdas (FIAPAS) fez um apelo às autoridades públicas para que desenvolvam e implementem uma estratégia integral e coordenada de saúde auditiva, baseada na abordagem dos direitos e que abranja todo o ciclo de vida das pessoas.
No âmbito do Dia Mundial da Saúde, comemorado neste dia 7 de abril, a Confederação destacou que a estratégia deve abranger a prevenção, a detecção precoce, o tratamento com aparelhos auditivos, a intervenção fonoaudiológica, o apoio às famílias e a acessibilidade auditiva, bem como o acesso à informação e à comunicação, ao longo de todas as fases da vida.
Para a FIAPAS, a prevenção constitui o primeiro passo. Assim, alerta para os efeitos nocivos e irreversíveis da exposição contínua a níveis elevados de ruído, especialmente entre a população jovem, devido ao uso intensivo de dispositivos eletrônicos de áudio pessoais e à crescente presença de ambientes ruidosos.
Além disso, destaca que os efeitos na audição são permanentes e ocorrem de forma progressiva e imperceptível. “Promover campanhas de conscientização e fomentar hábitos saudáveis de escuta desde a infância é essencial para reduzir o impacto futuro da perda auditiva”, acrescenta.
A Confederação ressalta que, juntamente com a prevenção, a detecção precoce deve se consolidar como uma prioridade permanente. Nesse sentido, indica que identificar a surdez precocemente é determinante para garantir o desenvolvimento da linguagem e da comunicação, a aprendizagem na fase escolar, bem como para evitar, em qualquer idade, as dificuldades de comunicação e interação social.
Nesse contexto, a FIAPAS avalia positivamente a recente aprovação em comissão no Senado de uma moção para impulsionar a detecção da surdez ao longo de toda a infância, um avanço que, em sua opinião, deveria se traduzir em medidas concretas. “No entanto, essa detecção não pode se limitar às primeiras etapas da vida: é imprescindível estendê-la também à idade adulta e, especialmente, aos idosos, para quem a perda auditiva tem um forte impacto na autonomia, na participação social e no envelhecimento saudável”, detalha.
TRATAMENTO E ACESSIBILIDADE
A FIAPAS afirma que o acesso ao tratamento audioprotético continua sendo outro dos grandes desafios. “Garantir uma cobertura por parte do Sistema Nacional de Saúde pública que seja suficiente, equitativa e homogênea em todo o território, bem como reduzir as barreiras administrativas, é fundamental para assegurar que todas as pessoas possam se beneficiar de aparelhos auditivos, implantes e outros recursos que favoreçam sua autonomia e qualidade de vida”, ressalta.
Além disso, considera que a acessibilidade auditiva à informação e à comunicação deve ser entendida como uma condição imprescindível para a inclusão. “É necessário eliminar as barreiras de acesso à informação e à comunicação nos ambientes de saúde, educação, trabalho e sociais por meio do uso de produtos de apoio auditivo, sistemas de laço magnético, microfones remotos ou legendas que permitam a plena participação das pessoas com surdez”, acrescenta.
Além disso, destaca que a intervenção fonoaudiológica necessária para a reabilitação auditiva e a intervenção na linguagem deve ser essencialmente contemplada em todo o processo, com orientação e apoio às famílias sempre que necessário.
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