Publicado 14/07/2025 13:02

Ferramenta desenvolvida para ajudar a prever a resistência do ovo ao processo de vitrificação

Archivo - Arquivo - Inseminação artificial, fertilização in vitro
ILEXX/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 14 jul. (EUROPA PRESS) -

Uma equipe do Fertilab Barcelona e do Fertibank desenvolveu uma ferramenta que prevê com precisão a resistência de cada óvulo ao processo de vitrificação, uma técnica de congelamento usada para a preservação e uso posterior de gametas, por meio da análise de um vídeo em tempo real de como os óvulos reagem durante os primeiros minutos do processo.

A ferramenta foi apresentada no Congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE) de 2025 e, de acordo com os responsáveis por seu desenvolvimento, representa um salto importante em direção à personalização e à eficácia dos tratamentos de fertilidade.

Esse novo instrumento captura vídeo em tempo real de cada óvulo durante o processo de vitrificação, com duração de até seis minutos. Usando um software exclusivo, são analisados os principais parâmetros dinâmicos, como a mudança no tamanho do óvulo, a taxa em que ele perde e recupera água e as variações em seu formato. Esses dados refletem a adaptabilidade osmótica do ovo, um fator crucial para sua sobrevivência após o congelamento.

No estudo, realizado em 58 ovos maduros 'in vitro' (IVM), foram detectadas fortes correlações entre a taxa de desidratação e outros parâmetros que possibilitam prever a resistência do ovo ao estresse de vitrificação. "Esses indicadores biológicos nos ajudam a entender melhor o comportamento do óvulo e a selecionar aqueles com maior potencial para sobreviver e dar origem a embriões viáveis", disse Sergio Novo, embriologista e pesquisador do estudo.

Quanto ao benefício para os pacientes, essa nova ferramenta facilitará uma seleção muito mais refinada dos óvulos e um maior sucesso dos tratamentos, levando em conta que as clínicas de fertilidade atualmente se baseiam em critérios gerais, como idade ou qualidade morfológica, para decidir quais óvulos vitrificar, levando a erros e, às vezes, à necessidade de repetir os ciclos.

"Se pudéssemos saber com antecedência quais óvulos têm maior probabilidade de sobreviver, poderíamos evitar que muitas pacientes tivessem que passar por ciclos repetidos e tratamentos adicionais. Isso é especialmente importante para mulheres com baixa reserva ovariana ou que desejam preservar sua fertilidade antes do tratamento do câncer", explicou Novo.

O estudo e a ferramenta estão em conformidade com os regulamentos europeus de proteção de dados (GDPR), em especial o artigo 22, que regulamenta as decisões automatizadas de saúde. A tecnologia não apenas fornece dados confiáveis, mas também permite a interpretabilidade biológica, um requisito fundamental para o uso em ambientes clínicos.

"O projeto ainda está em desenvolvimento, com o objetivo de expandir o banco de dados e treinar modelos de inteligência artificial capazes de integrar esses parâmetros dinâmicos com dados clínicos, como idade ou tratamentos hormonais, para melhorar ainda mais a precisão da previsão", concluiu Novo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado