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MADRID 14 out. (EUROPA PRESS) -
A Federação Espanhola de Associações de Pacientes com Alergias e Doenças Respiratórias (Fenaer) está pedindo que os pacientes com tosse crônica tenham acesso aos últimos tratamentos disponíveis, porque, explica, embora atualmente existam tratamentos que tratam os sintomas, o único medicamento específico autorizado não é financiado pelo Sistema Nacional de Saúde.
Essa é a posição da Federação por ocasião do Dia Mundial da Tosse Crônica, que é comemorado em 15 de outubro. Para melhorar a situação dos pacientes, a Federação também propõe a criação de protocolos específicos no sistema de saúde para facilitar um diagnóstico mais rápido e eficaz. Para isso, aponta que seria útil estabelecer unidades de referência multidisciplinares, integrando pelo menos pneumologia, alergologia, otorrinolaringologia e saúde mental, para uma abordagem abrangente.
Também solicita o estabelecimento de programas de apoio psicológico e social para pacientes com tosse crônica por meio de programas de acompanhamento e recursos adaptados, bem como a promoção de pesquisas sobre novas terapias e estratégias para o controle da doença.
Também considera necessárias campanhas de conscientização social, com o objetivo de reduzir a estigmatização e aumentar a compreensão dessa doença, banindo a percepção de que se trata de um sintoma passageiro ou secundário.
"A tosse crônica não é apenas um sintoma, mas uma doença que afeta a vida das pessoas que sofrem com ela. É urgente que as administrações de saúde reconheçam seu impacto e articulem respostas específicas que devolvam a dignidade e a qualidade de vida a esses pacientes", diz o presidente da Fenaer, Mariano Pastor.
AFETA 7% DA POPULAÇÃO
Na mesma linha, a Fenaer alerta para o "forte impacto" que essa patologia tem sobre a qualidade de vida das pessoas que a sofrem. Estima-se que a tosse crônica, que afeta até 7% da população, "não é apenas um sintoma persistente e limitante, mas também tem um impacto emocional, físico, ocupacional, familiar e social significativo. O tabagismo, certos medicamentos ou problemas no sistema nervoso também podem influenciar essa patologia", ressalta a Federação.
De acordo com a Fenaer, os pacientes vivem com altos níveis de incerteza, passam anos em diferentes consultas médicas sem obter respostas e sofrem estigmatização em seu ambiente, o que agrava a carga psicológica e causa ansiedade, depressão, vergonha ou sentimentos de culpa.
"Muitos deles são submetidos a vários testes inconclusivos e relatam que se sentem incompreendidos ou desacreditados, o que tem um grande impacto psicológico", diz a Federação.
Nesse sentido, Mariano Pastor, presidente da Fenaer, enfatiza que os pacientes com essa doença vivem "com medo, ansiedade e até depressão". Para eles, a tosse crônica significa uma forte limitação na vida social e familiar que leva muitas pessoas a se isolarem".
Para Pastor, é essencial lutar contra a "estigmatização social causada por episódios de tosse em espaços públicos, que fazem com que os pacientes se sintam observados e discriminados. Os pacientes, mesmo quando conseguem levar uma vida funcional, ficam constrangidos e acabam evitando as atividades cotidianas.
Os ataques de tosse e as constantes consultas médicas também afetam a produtividade e levam ao absenteísmo no trabalho, o que pode levar à discriminação no local de trabalho, conclui a Federação.
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