Publicado 16/06/2025 12:16

A FEFE pede, nas alegações à lei de medicamentos, que os medicamentos hospitalares possam ser dispensados em farmácias

Imagem do recurso de medicamentos.
FEFE

MADRID 16 jun. (EUROPA PRESS) -

A Federação Espanhola de Farmacêuticos (FEFE) solicitou, nas alegações ao projeto de lei da Lei de Medicamentos e Dispositivos Médicos, que os medicamentos para diagnóstico hospitalar possam ser dispensados nas farmácias.

Isso foi comunicado pela Federação no Observatório de Medicamentos de abril. "Em termos gerais, não se trata apenas de propostas de melhorias no futuro texto legal, mas também de uma nova arquitetura de relações entre as farmácias e as administrações competentes", diz a FEFE.

Além disso, eles pedem a revogação dos decretos reais que impuseram deduções e descontos - em uma base transitória - e que, em sua opinião, "foram ancorados para sempre". Eles também pedem o pagamento de listas de impostos obrigatórios e o estabelecimento de margens fixas para os preços mais baixos.

Com relação aos preços selecionados, a FEFE se alinha com o setor, mas garante que deixa a porta aberta para a negociação, dependendo da concretização de outras questões, como as solicitadas. "A ideia do Ministério de atuar sobre determinados preços com pouca concorrência é descrita pela FEFE como adequada, embora as soluções propostas pudessem ser reconvertidas através de outros procedimentos menos prejudiciais à adesão dos doentes ou danosos para o sistema produtivo do país e para a economia das farmácias", salienta a Federação.

A Federação também se opõe à venda porta a porta e à mediação por terceiros sem a intervenção de farmacêuticos. Propõe ainda o reforço do papel das farmácias na venda on-line de medicamentos isentos de prescrição e defende a manutenção da incompatibilidade de o médico veterinário prescrever e dispensar ao mesmo tempo.

O MERCADO FARMACÊUTICO EM ABRIL

O Observatório reflete que o mês de abril de 2025 mostrou um desempenho misto no mercado farmacêutico espanhol. Ele indica que, apesar de uma evolução positiva em termos de valor econômico, houve um declínio no volume de unidades vendidas.

"Esse comportamento reflete uma tendência já presente nos últimos meses: crescimento sustentado do faturamento, impulsionado em parte por inovações terapêuticas e ajustes de preços, enquanto a demanda em termos físicos parece estagnar ou diminuir ligeiramente. A comparação ano a ano fornece contexto para a interpretação desses números, revelando a dinâmica entre os diferentes subsetores do mercado", diz ele.

Além disso, o mercado farmacêutico alcançou um faturamento de 2.321,9 milhões de euros, um aumento de 2,6% em comparação com o mesmo mês do ano passado. No entanto, o volume de unidades vendidas foi de 169,5 milhões, uma queda de -2,6%.

"Esse comportamento, em que o valor cresce apesar da contração do volume, se repete em vários segmentos de mercado, e reflete uma mudança estrutural no consumo, a concentração da oferta em produtos de maior preço ou de maior margem, e possíveis efeitos da inflação", destaca o documento.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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