Publicado 16/07/2026 11:43

A FEDOP denuncia que a Portaria que altera a oferta de produtos ortoprotéticos coloca em risco a distribuição desses produtos

Archivo - Arquivo - Paciente com cinta na perna, caminhando com muletas durante a reabilitação.
KATARZYNABIALASIEWICZ/ISTOCK - Arquivo

MADRID 16 jul. (EUROPA PRESS) -

A Federação Espanhola de Ortopedistas e Protéticos (FEDOP) denunciou que a portaria recentemente aprovada, que altera a inclusão, modificação e exclusão da oferta de produtos ortoprotéticos, “coloca em risco a distribuição”, por isso rejeitou o fato de “o Ministério da Saúde impor novas obrigações de um dia para o outro”.

Conforme indicado por essa organização, a Portaria SND/715/2026, de 8 de julho, que altera o procedimento de inclusão, modificação e exclusão da oferta de produtos ortoprotéticos e determina os coeficientes de correção, incorpora, dessa forma, novas obrigações para a identificação dos produtos ortoprotéticos dispensados às custas do Sistema Nacional de Saúde (SNS).

Tudo isso é feito “sem prever um período de transição que permita ao setor de ortopedia se adaptar”, assegurou a FEDOP, enquanto seu presidente, Pablo Pérez, destacou que “nenhum setor aceitaria que lhe fosse comunicada uma mudança dessa magnitude no dia 14 de julho para exigir seu cumprimento no dia 15”. “No entanto, foi exatamente isso que ocorreu com as ortopédicas espanholas”, afirmou.

Nesse contexto, a referida entidade declarou que essa modificação ocorreu “sem tempo” para adaptar os programas de computador, “sem instruções claras” e “com o risco de que, se algo der errado, um paciente vulnerável possa ficar sem um serviço de saúde essencial”. “Essa é a situação que as ortopédicas espanholas enfrentam hoje”, insistiu.

OS USUÁRIOS, OS PRINCIPAIS PREJUDICADOS

“Os principais prejudicados pela entrada repentina em vigor dessas novas obrigações para as ortopédicas serão as pessoas que dependem diariamente desses produtos para manter sua mobilidade, autonomia e qualidade de vida”, continuaram os representantes da Federação, ao mesmo tempo em que especificaram que se trata de “pessoas com deficiência, idosos, pacientes amputados e usuários de próteses, órteses, cadeiras de rodas e outros produtos ortoprotéticos”.

Por isso, fizeram um apelo ao Ministério da Saúde “para que corrija essa situação por meio da aprovação urgente de um período de transição que permita adaptar os sistemas de gestão, a publicação de critérios técnicos claros e uniformes para todo o território nacional e a garantia de que a aplicação da Portaria não prejudicará nem as ortopédicas nem, sobretudo, os pacientes”.

Além disso, eles apontaram que a aplicação prática dessa Portaria suscita “importantes incertezas”. “Algumas das novas obrigações exigem a adaptação de procedimentos internos e necessitam de critérios de interpretação uniformes para evitar que cada comunidade autônoma as aplique de maneira diferente”, declararam a esse respeito, acrescentando a isso “uma circunstância especialmente preocupante”, ou seja, a exigência de incorporar o código ‘OFEPO’, “quando inúmeros produtos ainda não dispõem desse identificador porque o sistema ainda não foi totalmente implementado”.

Por fim, e após destacar que “essa falta de planejamento pode ter consequências que vão muito além de uma carga administrativa”, já que “os estabelecimentos poderiam sofrer prejuízos econômicos significativos e a continuidade da prestação ortoprotética financiada pelo SNS poderia ser comprometida”, a FEDOP concluiu indicando que esse departamento ministerial não aproveitou essa modificação “para atender a reivindicações históricas que melhorariam a equidade e o acesso dos pacientes aos serviços ortoprotéticos”, como “a eliminação das restrições que afetam os produtos fabricados sob medida e que requerem adaptação”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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