MADRID 14 maio (EUROPA PRESS) -
A Federação Espanhola de Famílias de Crianças com Câncer (FEFCI) recebeu uma doação de 80.000 euros do banco Ibercaja com o objetivo de reforçar o acompanhamento de sobreviventes de longa data, uma vez que indicou que “superar um câncer infantil nem sempre significa recuperar a normalidade”.
“Quando o tratamento termina, muitas famílias sentem que começa uma nova etapa cheia de incertezas”, explicou a presidente da organização, Verónica Ortiz, que é mãe de uma criança afetada, acrescentando que “os sobreviventes continuam precisando de apoio, acompanhamento e assistência para lidar com as sequelas deixadas pela doença”.
Nesse sentido, ela destacou que, “graças a essa colaboração”, será possível “chegar a mais hospitais e continuar cuidando também após o câncer”. Tudo isso porque, conforme explicou a entidade, “muitas crianças e adolescentes que passaram pela doença continuam convivendo, anos depois, com sequelas físicas, emocionais, sociais ou cognitivas decorrentes tanto do câncer quanto dos tratamentos recebidos”.
IMPULSIONAR RECURSOS DE ORIENTAÇÃO, ENTRE OUTROS
É nesse cenário que a ajuda da iniciativa solidária “Tu dinero con corazón” (Seu dinheiro com coração) do Ibercaja permitirá reforçar o programa de acompanhamento de sobreviventes de longo prazo de câncer infantil e adolescente em diferentes regiões. Assim, contribuirá para impulsionar recursos de orientação, atendimento psicossocial, informação e sensibilização direcionados a pessoas que tiveram câncer durante a infância ou a adolescência e que continuam necessitando de apoio especializado após o término do tratamento.
“Atualmente, este programa está implantado apenas em 13 hospitais do país, uma realidade que evidencia a necessidade de continuar avançando rumo a um atendimento contínuo e mais equitativo para os sobreviventes de câncer infantil”, continuou a FEFCI, acrescentando que a meta é “reforçar o acompanhamento psicológico e social dos sobreviventes, melhorar o acompanhamento integral nos hospitais e facilitar que muitos jovens possam enfrentar esta etapa de sua vida com maior segurança, autonomia e qualidade de vida”.
Por fim, essa organização, que indicou que, "segundo dados do relatório 'RETI-SEHOP 1980-2023/24' (2025), a sobrevida de cinco anos após o diagnóstico já chega a 83,9% na Espanha”, afirmou que “cerca de 70% dos sobreviventes convivem com sequelas decorrentes da doença ou dos tratamentos recebidos”.
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