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MADRID 9 set. (EUROPA PRESS) -
A Federação Espanhola de Fibrose Cística (FEFQ) apresentou um novo manual sobre os transplantes realizados para tratar essa doença, em um momento em que os avanços médicos e terapêuticos, como os moduladores de CFTR, reduziram a necessidade de fazê-lo em muitos casos, embora ainda seja uma "realidade vital" para muitos pacientes.
Esse documento, que atualiza o primeiro guia de transplante de fibrose cística publicado pela FEFQ há 20 anos, aborda todo o processo, desde a avaliação até o acompanhamento, e por meio de uma abordagem biopsicossocial que inclui a perspectiva de diferentes disciplinas profissionais ou a experiência dos pacientes.
"O transplante não é apenas um procedimento médico, é uma etapa vital que requer informação, apoio e acompanhamento integral", enfatizou o presidente da FEFQ, Juan Da Silva, presidente da FEFQ, durante a apresentação do texto.
O pneumologista especializado em transplante de pulmão José Manuel Vaquero Barrios explicou que esse guia atualizado não só integra o ato médico, mas também inclui o impacto psicossocial, familiar e laboral do transplante, o que o torna uma ferramenta "aplicável" inclusive a outras patologias.
"A principal contribuição desse guia é promover o autocuidado e a perseverança, pilares fundamentais para o sucesso do transplante", disse Elena Castillejos, coordenadora do Grupo Espanhol de Fisioterapia para Fibrose Cística.
Enquanto isso, a coordenadora do Grupo Espanhol de Psicologia para Fibrose Cística, Estela del Valle, enfatizou que o guia reconhece a "importância" da saúde mental durante todo o processo, oferecendo ferramentas para lidar com o medo, a incerteza e a adaptação emocional que os pacientes podem sofrer.
Por isso, Del Valle recomendou que as pessoas que estão na lista de espera procurem o apoio de psicólogos especializados, mantenham rotinas e não evitem falar sobre seus medos, pois "dizer o que as preocupa as ajuda a lidar com isso".
Xavier Caballero, que recebeu um transplante de pulmão e é vice-presidente da FEFQ, explicou que o objetivo desse guia é ser "próximo e prático", com uma combinação de ciência e experiência, para que possa servir de acompanhamento em "momentos críticos".
Em seu caso, Caballero disse que ter um recurso desse tipo antes do transplante teria lhe dado "mais segurança" sobre o processo, pois ele considerou que, quando se sabe o que esperar, "a incerteza pesa menos".
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