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MADRID 14 out. (EUROPA PRESS) -
A Federação Espanhola de Diabetes (FEDE) lembrou que as pessoas com diabetes estão incluídas entre os grupos para os quais o Ministério da Saúde recomenda a vacinação contra a gripe, a COVID-19 e o pneumococo, embora esta última não exija aplicação anual.
A FEDE explicou que os níveis elevados de glicose no sangue interferem no funcionamento das células do sistema imunológico, o que aumenta o risco de infecções respiratórias, geniturinárias e cutâneas. Além disso, em pessoas com diabetes, as infecções podem, por sua vez, interferir nos níveis de glicose, o que leva a um pior controle da doença e pode aumentar o risco de complicações.
Por isso, a federação ressalta que é “especialmente importante” que as pessoas que convivem com essa condição possam se proteger por meio da vacinação.
Em relação à gripe, o Ministério da Saúde recomenda a vacina contra a gripe para todas as pessoas a partir dos 60 anos e para pessoas com diabetes a partir dos 5 anos. O diabetes também figura entre os grupos para os quais se recomenda a vacina contra a COVID-19 nesta temporada, a partir dos 12 anos.
Por sua vez, a FEDE explica que, ao contrário das vacinas contra a gripe e a COVID-19, a vacina contra o pneumococo não é aplicada a cada temporada, mas sim uma única vez ou em poucas doses, dependendo da idade e da situação de cada pessoa. “Por isso, o mais simples é perguntar no centro de saúde se a vacina já foi administrada e, caso contrário, o profissional de saúde indicará quando e como aplicá-la”, aconselha a FEDE.
VACINAS DE RECOMENDAÇÃO GERAL QUE É RECOMENDÁVEL MANTER EM DIA
Por outro lado, a federação recomenda outras vacinas, como a contra o tétano e a difteria, já que, com o passar dos anos, a proteção inicial pode diminuir. Para pessoas com diabetes, a FEDE afirma que é especialmente importante mantê-las em dia, pois feridas nos pés podem ser a porta de entrada para a bactéria do tétano.
A hepatite B faz parte do calendário de vacinação infantil; por isso, a maioria das pessoas nascidas a partir de meados da década de 80 já está vacinada. Segundo a FEDE, em adultos que não receberam a vacina, o Ministério da Saúde a recomenda quando há risco de exposição, e algumas comunidades autônomas também a incluem para pessoas com diabetes; por isso, é aconselhável consultar o centro de saúde.
Além disso, a FEDE destaca que existem outras vacinas que, embora na Espanha não sejam recomendadas de forma geral a todas as pessoas com diabetes, são recomendadas por entidades internacionais como a Associação Americana de Diabetes (ADA), dos Estados Unidos. Por isso, elas podem ser uma opção a ser avaliada com o profissional de saúde, que levará em consideração a idade, o estado de saúde e os critérios de cada comunidade autônoma. Esse tipo de vacina é contra o herpes zoster e o vírus sincicial respiratório (VSR).
Por fim, a organização informa que a campanha de vacinação contra a gripe e a COVID-19 teve início entre o final de setembro e outubro, com datas que variam de acordo com cada comunidade autônoma. Embora as vacinas estejam disponíveis durante toda a temporada, a FEDE indica que o ideal é se vacinar o mais cedo possível, de preferência antes das reuniões familiares de dezembro, quando esses vírus circulam mais.
“Ambas as vacinas são gratuitas para pessoas com diabetes e não exigem receita médica; basta marcar uma consulta no posto de saúde ou consultar os canais da própria comunidade autônoma. A FEDE recomenda aproveitar a consulta para revisar o restante do calendário de vacinação”, conclui a federação.
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