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MADRID 29 jul. (EUROPA PRESS) -
A Federação Espanhola de Diabetes (FEDE) anunciou o lançamento da campanha “40 anos dando visibilidade à diabetes”, uma iniciativa em comemoração ao seu aniversário que se estenderá por todo o ano e que destaca o papel das associações de pacientes “como impulsionadoras da mudança social e política”.
“Quatro décadas depois, continuamos com o mesmo objetivo com o qual nascemos: que a voz das pessoas com diabetes seja ouvida”, afirmou o presidente interino da organização, Juantxo Remón Virto, que acrescentou que “esse aniversário é um reconhecimento ao movimento associativo e uma reivindicação do papel dos pacientes como agentes ativos na área da saúde”.
A FEDE, que reúne 18 federações e associações regionais e 123 associações locais, teve como presidentes, ao longo desse período, Salvador Palomo, Estanislao Narbaiza, Joaquín Leal, Santiago Prats, Federico Sánchez, Rafael Sánchez Olmos, Ángel Cabrera Hidalgo, Andoni Lorenzo Garmendia, Aureliano Ruíz, Juan Francisco Perán e Antonio Lavado Castilla.
Agora, após 40 anos de trabalho nesse sentido, a FEDE realizará essa campanha com ações de comunicação, a coleta de depoimentos de sócios históricos e colaboradores, e uma presença especial no “X Congresso Nacional da FEDE”, que será realizado de 25 a 26 de setembro em Valladolid.
CONQUISTAS
Nele serão relatadas as conquistas alcançadas “para derrubar barreiras e discriminações que afetam as pessoas com diabetes”, explicou ele, ao mesmo tempo em que indicou que uma das primeiras conquistas “foi a obtenção da carteira de motorista”. “A campanha ‘Não somos um perigo ao volante’ reuniu 400 mil assinaturas e, após o trabalho com o Poder Público, em 2004 foi reformado o Regulamento Geral dos Motoristas, ampliando para um máximo de quatro anos a validade da carteira de habilitação para pessoas com diabetes”, explicou.
“Anos depois, houve outro avanço fundamental no acesso à tecnologia”, já que “a partir de setembro de 2018, o Sistema Nacional de Saúde (SNS) incorporou o financiamento público do sistema ‘flash’ de monitoramento de glicose, primeiro para menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e, a partir de 2019, também para adultos”, continuou ele, acrescentando que “essa cobertura foi se ampliando progressivamente”.
Em sua opinião, “o terceiro grande marco foi o fim da exclusão por diabetes no acesso ao emprego público, uma reivindicação histórica”. No entanto, ele garantiu que, atualmente, mantém em aberto novas reivindicações, como “a ampliação da cobertura pública do monitoramento contínuo de glicose para pessoas com diabetes tipo 2 em tratamento com insulina basal”.
No entanto, a FEDE lembrou que este aniversário ocorre “em um momento em que a diabetes continua avançando”, já que “na Espanha, ela já afeta cerca de 14% da população adulta, uma das taxas mais altas da Europa”. Assim, “estima-se que 5,1 milhões de pessoas vivam com a doença, embora o número real seja provavelmente maior: cerca de 38% não foram diagnosticadas e não sabem que têm diabetes”, destacou.
Por isso, defendeu “a igualdade de acesso a tratamentos e dispositivos tecnológicos para todas as pessoas com diabetes, independentemente de onde morem ou de sua situação econômica, bem como mais capacitação e conscientização”. Além disso, é necessário “promover um atendimento integral e personalizado”, concluiu.
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