MADRID 16 jul. (EUROPA PRESS) -
A Federação Espanhola de Associações de Espinha Bífida e Hidrocefalia (FEBHI) exigiu a substituição “urgente” das tradicionais e “ineficazes” passarelas de madeira das praias “por modelos europeus de polipropileno e PVC reciclado que garantam o acesso autônomo e direto à água”.
Segundo a organização, este é o momento de “revolucionar a acessibilidade nas praias espanholas”, para o que solicitou “infraestruturas adequadas ao século XXI”. Tudo isso porque, para “mais de quatro milhões de pessoas com deficiência e a crescente porcentagem da população idosa”, chegar à beira-mar “continua sendo uma corrida de obstáculos intransponível”, explicou.
É nesse contexto que a FEBHI fez esse apelo “às prefeituras de todo o litoral espanhol”, pois considera que “é hora de dar um salto qualitativo em direção à acessibilidade universal por meio de soluções inovadoras, sustentáveis e eficazes”. Por outro lado, a madeira “apresenta sérios inconvenientes”, já que “se deforma com a umidade e o sol; acumula lascas perigosas; gera desnivéis com o vento; e, devido à sua espessura e peso, raramente chega até a beira da água, obrigando os usuários de cadeiras de rodas a parar a dezenas de metros do mar”, afirmou.
A alternativa a esse material são as mencionadas passarelas de polipropileno e PVC reciclado, que, segundo ele, apresentam “vantagens definitivas”, como uma superfície contínua e lisa, que “evita buracos e desníveis, permitindo um deslocamento suave e ergonômico para cadeiras de rodas, andadores e carrinhos de bebê”; e uma resistência extrema, que suporta as intempéries “sem lascar nem superaquecer com o sol”.
Além disso, ele destacou que essa opção oferece acesso direto à água, já que pode ser estendida “com segurança” sobre a areia úmida, chegando praticamente até a beira; e sustentabilidade, por serem “fabricadas com plásticos reciclados”, o que contribui “para a economia circular e para a proteção do ecossistema marinho”.
A INFRAESTRUTURA ATUAL É UM SÍMBOLO DE EXCLUSÃO
“Não podemos continuar nos contentando com soluções provisórias”, afirmou o tesoureiro da FEBHI, Miguel Ángel Consuegra, que acrescentou que “uma passarela de madeira que termina no meio da areia não é uma solução, é um símbolo de exclusão”. “Exigimos passarelas de polietileno/PVC reciclado que permitam que uma pessoa com mobilidade reduzida entre na água de forma autônoma, assim como qualquer outra pessoa”, declarou.
A esse respeito, e ressaltando que a acessibilidade total “não é uma utopia”, a entidade destacou os modelos de gestão das comunidades autônomas que lideraram essa transição. Assim, destacou que o “Plano de Acessibilidade nas Praias” de Múrcia, por meio do qual diversos municípios integraram áreas de sombra interconectadas, pontos de atendimento com pessoal qualificado e passarelas de materiais sintéticos de alta visibilidade e resistência que facilitam enormemente o banho.
Por sua vez, no País Basco, diversas praias contam com um projeto integral de acessibilidade. “A combinação de bóias de orientação cognitiva, rampas de concreto/material reciclado perfeitamente niveladas e vagas prioritárias de estacionamento conectadas diretamente demonstra que a orografia do norte não é desculpa para a exclusão”, explicou.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático