UNSPLASH/JESÚS ALEJANDRO PÁRAMO ALVARADO
MADRI 8 out. (Portaltic/EP) -
Investigadores federais dos Estados Unidos analisaram as formas de comunicação oferecidas pelas plataformas de videogame porque entendem que adolescentes radicalizados e violentos podem tirar proveito das funções de bate-papo para se comunicar com outros que são tão extremistas quanto eles durante os jogos.
Em um documento vazado pelo jornalista investigativo Dan Boguslaw, o National Counterterrorism Center (NCTC) aponta as salas de bate-papo de videogames como um local onde adolescentes radicalizados poderiam se comunicar entre si.
Nele, ele analisa os recursos de comunicação oferecidos por plataformas e aplicativos de videogame de propriedade dos EUA: Battle.net, Discord, Fortnite, PlayStation Network, Roblox, Steam, Twitch e Xbox Live, destacando se eles permitem mensagens, comunicação por voz e vídeo, compartilhamento de imagens, criação de listas de amigos e descoberta de comunidades.
Essa análise é muito básica, pois indica apenas se eles têm ou não as funções mencionadas acima. O Discord parece ser o único que oferece todas elas. De acordo com o Kotaku, essa é a plataforma na qual o suposto assassino do comentarista norte-americano Charlie Kirk teria compartilhado seus planos.
No entanto, o verdadeiro alvo é a intenção de monitorar o que os adolescentes fazem nessas plataformas enquanto jogam. "Alguns adolescentes americanos extremistas violentos provavelmente jogam jogos on-line ou usam redes e aplicativos afiliados a jogos, e podem usar esses aplicativos para se comunicar com indivíduos que pensam da mesma forma, conspirar ou divulgar mensagens terroristas", explica o documento.
Ele também afirma que "a mera presença de um indivíduo em uma ou mais plataformas de jogos on-line não é indicativa de qualquer atividade nefasta", mas ressalta a ideia de que "as plataformas podem fornecer um caminho para acompanhar uma investigação existente sobre um sujeito quando a aplicação da lei observa um comportamento suspeito".
Essa não é a primeira vez que comunidades on-line de adolescentes são alvo de violência. Em março, a National Crime Agency (NCA) do Reino Unido alertou sobre a existência das chamadas "redes Com", formadas principalmente por meninos adolescentes e dedicadas a causar danos, cometer crimes e compartilhar conteúdo misógino e violento.
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