Publicado 24/03/2026 09:01

Fátima Matute pede para não “ter medo de que o papel” da farmácia mude e para “evitar o confronto” com outras profissões

Fátima Matute pede para não “ter medo de que o papel” da farmácia mude e para “evitar o confronto” com outras profissões
EUROPA PRESS

MADRID 24 mar. (EUROPA PRESS) -

A secretária de Saúde do Governo da Comunidade de Madrid, Fátima Matute, que participou da inauguração da Infarma Madrid 2026, afirmou que não se deve “ter medo de que o papel das profissões da área da saúde mude” e de que a farmácia seja “parte ativa dos cuidados de saúde”, por isso pediu que se “evite o confronto” com outras categorias profissionais.

“Comprometo-me a que, dialogando com as demais categorias profissionais, possamos continuar realizando ações”, destacou em relação aos farmacêuticos, com os quais já foi lançado um programa de prevenção do câncer de cólon na rede regional de farmácias. “Já foram distribuídos mais de 200.000 kits de teste de sangue oculto nas fezes”, sublinhou a esse respeito, ao mesmo tempo em que se questionou: “por que não fazer mais coisas?”.

Na opinião de Matute, é necessário “mudar papéis e, certamente, mudar paradigmas”. “Vamos fazer isso bem para que ninguém se sinta ameaçado”, insistiu, após o que destacou que a Comunidade de Madri “precisa” dessa profissão “para liderar a mudança de uma Medicina do futuro”, na qual “o farmacêutico também está no centro”.

“Vocês são indispensáveis para que nosso sistema funcione”, daí “a importância da farmácia”, continuou, acrescentando que esses profissionais estão “em todos os elos da assistência”, já que também têm “um papel fundamental” na “pesquisa”, na “distribuição”, na “farmácia hospitalar” e na “indústria”.

FUNDAMENTAL NA ADESÃO, FRAGILIDADE E PREVENÇÃO, ENTRE OUTROS

“Uma das nossas grandes preocupações são essas moléculas em falta”, por isso “precisamos da vossa colaboração como sentinelas para que possamos ter esses medicamentos acessíveis”, acrescentou Matute, que destacou o papel desta profissão na Saúde Mental, adesão, fragilidade, serviços profissionais e prevenção.

Além disso, valorizou os farmacêuticos para “enfrentar o maior desafio: o envelhecimento e a comorbidade”. Ademais, destacou a recente Lei de Ordenamento e Atendimento Farmacêutico da Comunidade de Madri, que buscou “melhorar” o trabalho desses profissionais.

Por sua vez, o diretor-geral da Carteira Comum de Serviços do Sistema Nacional de Saúde (SNS) e Farmácia, César Hernández, afirmou que “prestar serviços de prevenção, proximidade, adesão, sustentabilidade, eficiência e coesão territorial”, como faz a farmácia, “se encaixa perfeitamente nas prioridades”.

“Queremos incorporar essa ideia na Lei de Medicamentos e Produtos Sanitários”, a qual “não interfere no sistema farmacêutico”, mas sim “desenvolve seus benefícios”, destacou ele, para também ressaltar que é necessário “usar a palavra racional”. “Não no sentido de controle de gastos, mas na aplicação do raciocínio”, observou a esse respeito.

O MINISTÉRIO DA SAÚDE CONTA COM A PROFISSÃO

Hernández sublinhou que o Ministério da Saúde conta com a farmácia e acredita nela, uma vez que “faz parte do SNS”, algo que foi compartilhado pelo presidente do Conselho Geral das Ordens Oficiais de Farmacêuticos (CGCOF), Jesús Aguilar, que destacou a “força, profissionalismo e capacidade de avanço” da mesma. “Os serviços profissionais da farmácia estão cada vez mais integrados em todas as estratégias de saúde”, indicou.

A farmácia “quer continuar crescendo e está preparada para isso”, já que ela “melhora a assistência e a detecção precoce”, prosseguiu, ao mesmo tempo em que demonstrou, no entanto, sua rejeição à reforma do Decreto Real 666/2023, que regula a distribuição, prescrição, dispensação e uso de medicamentos veterinários.

Os organizadores da Infarma Madrid 2026 são as Ordens Oficiais dos Farmacêuticos de Madri (COFM) e Barcelona (COFB), representadas por seus presidentes, Manuel Martínez del Peral e Jordi Casas, respectivamente. O primeiro destacou “o valor social da rede de farmácias”, elemento que “melhora a saúde e gera evidências”, e assinalou que “oferece soluções para necessidades reais do sistema”.

A farmácia “garante o acesso em condições de igualdade” e “é imprescindível para o cuidado da saúde da população”, afirmou, destacando que “contribui para a sustentabilidade”. Além disso, destacou uma “Infarma recorde”, com “9% a mais” de metros quadrados de exposição — ultrapassando os 32.000 — e mais de 300 empresas.

Por fim, Casas enfatizou “o valor estratégico da Infarma” e a importância de “impulsionar a formação”, enquanto o presidente da empresa de eventos Closerstill Media, Agustín Torres, afirmou que este congresso reforçou “o uso da tecnologia” e obteve “um impulso na projeção internacional”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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